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Sanidade

Com investimento de R$ 3,2 milhões, Estação Quarentenária é inaugurada

Unidade  fica em uma área de 1.510 hectares na Ilha de Cananéia

Com investimento de R$ 3,2 milhões, Estação Quarentenária é inaugurada

Modernização foi possível através do acordo entre o Mapa, ABEGS e ABCS (Foto: Divulgação Agroceres)

Com investimento de R$ 3,2 milhões, na manhã de ontem (10/11) foi inaugurada a  nova unidade de suínos da Estação Quarentenária da Ilha de Cananéia (SP).  Tendo capacidade para 500 suínos de alto valor genético, importados para melhoramento das raças do rebanho nacional, as instalações da estação têm quatro galpões projetados para alojar os animais em condições de biossegurança e bem-estar animal. Todos têm sistema de ventilação e aspersão de água para melhorar o conforto térmico. Os animais passam por testes clínicos e coleta de materiais para exames laboratoriais, a fim de atestar a sua saúde antes de serem liberados para a criação comercial. Além de dobrar a atual capacidade de 500 para mil suínos, a unidade do Mapa fica em uma área de 1.510 hectares na Ilha de Cananéia, no litoral sul do estado de São Paulo, distante cerca de 264 quilômetros da capital paulista.

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da inauguração e falou sobre a importância dessa unidade para o setor. “Esta estação é muito importante para a estratégia de fortalecimento da sanidade animal do Brasil. É uma fortaleza para o nosso setor produtivo”, assinalou Blairo, durante a solenidade. Segundo ele, a quarentena em Cananéia já permitiu detectar doenças animais, evitando que se disseminassem pelo país com o abate de lotes contaminados. “O papel do ministério é fazer com que as coisas funcionem e os criadores possam produzir.”

A obra foi feita por meio de parceria público-privada (PPP) com a Associação Brasileira de Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O Mapa fornecerá mão de obra e segurança à unidade. A quarentena serve para evitar a disseminação de qualquer doença animal no país. Somente depois do período de até 40 dias de isolamento, os animais provenientes de outros países podem fazer parte do plantel brasileiro.

A cerimônia de inauguração contou com a participação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi; do secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki; do diretor de Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques; do presidente da ABEGS e diretor Superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado da Rosa; do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, além de diversas outras autoridades do setor.

Marco para o setor

Para o presidente da ABEGS, Alexandre Furtado da Rosa, a modernização da unidade de Suínos da EQC é estratégica para o País, pois proporciona uma maior segurança sanitária à suinocultura brasileira sem interromper a atualização genética do rebanho suinícola nacional. “A nova estrutura da EQC representa um marco para o setor, pois não só amplia a segurança do plantel nacional como ajuda a preservar o status sanitário da suinocultura brasileira. Tudo isso, sem interromper o fluxo de genes superiores, recurso imprescindível para a manutenção da competitividade do suinocultor brasileiro”, avalia o executivo.

O presidente da ABEGS também ressaltou a parceria público-privada que viabilizou a realização do projeto. “Desde o início, o Ministério da Agricultura se mostrou muito sensível a nossa preocupação de aperfeiçoar continuamente nossos mecanismos de controle sanitário. Eles foram sempre muito propositivos, o que nos permitiu construir uma estrutura de quarentena altamente segura e eficiente”, diz. “A suinocultura brasileira tem um status sanitário privilegiado. Somos livres das principais doenças de impacto econômico, mas precisamos trabalhar para nos mantermos assim. E isso só se faz de maneira conjunta, colaborativa, através de uma forte interação entre o setor privado e o serviço oficial”, afirma Furtado da Rosa.

Segundo o executivo, ao investir numa estrutura de quarentena moderna e ao concentrar as importações de suínos na EQC, o Brasil não só salvaguarda o status sanitário do rebanho nacional como cria um modelo único que capacita o país a tornar-se exportador de material genético. “A estrutura e os rigorosos padrões de biossegurança da EQC, que estão entre os melhores do mundo, nos abre a possibilidade de ampliarmos nossas exportações”, avalia. Embora em pequenos volumes, o Brasil exporta regularmente material genético para diferentes países da América Latina, como Argentina, Paraguai e Bolívia.

Também presente no evento, Marco Aurélio P. de Almeida, diretor South América da Hendrix, ressaltou ser muito significa a ampliação da capacidade de desenvolvimento da suinocultura, “seja por permitir manter e expandir o acesso da entrada de material genético atualizado, ou dar estrutura para exportação de material genético produzido nacionalmente”, ressaltou. “As instalações são compatíveis com as melhores tecnologias de biossegurança, ambiência e manejo. A suinocultura brasileira esta alinhada aos melhores padrões genéticos mundiais e é referencia em termos sanitários. Isso tem sido demonstrado por aprovações internacionais e expansão do consumo local”, frisou.

Durante a cerimônia, o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, destacou os avanços do Brasil na área de sanidade animal. “Hoje, o país é uma potência agropecuária, graças ao trabalho feito na área de segurança da saúde animal.” Já o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, garantiu que o setor está preparado para liderar as exportações mundiais de carne suína.

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