AveSui 2017
14-Fev-2017 08:43 - Atualizado em 14/02/2017 09:45
Sanidade

Na Serra Catarinense, entidades e produtores se unem no controle populacional dos javalis

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Foto: O Momento
O crescimento populacional do javali fez com que o animal exótico, originário do continente africano, se tornasse um praga para a agricultura de países do mundo todo. Na Serra Catarinense, entidades e produtores se unem no desenvolvimento de estratégias e ações para combater o problema. Além de armadilhas e do abate controlado, a Polícia Militar Ambiental em Lages foi primeira no Brasil a estabelecer medidas para que os controladores autorizados possam abater e realizar exames de sangue nos animais, com o intuito de salvaguardar a excelência sanitária do estado. As atividades são realizadas num trabalho conjunto com a Secretaria Estadual da Agricultura e da Pesca e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc.

O trabalho em parceria rende resultados. “Com esses exames conseguimos obter importantes dados que vão nos auxiliar não só no combate, mas também na manutenção dos certificados que atestam Santa Catarina como livre de Peste Suína Clássica. Título bastante importante para a economia do estado, já que somos grandes exportadores de carne suína”, declarou Bernard Borchardt, Coordenado de Defesa Sanitária Animal do Departamento Regional da Cidasc de Lages.

Borchardt explica que, além de entender comportamentos e hábitos do animal, é possível saber sexo, idade e outras informações de forma mais precisa, auxiliando no estudo e entendimento sobre o javali.

Polícia Militar Ambiental 

Há sete anos, a Polícia Militar Ambiental foi designada pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca como responsável pela expedição das permissões para realizar o controle do javali.

Nessa parceria inovadora com a Cidasc, a Polícia Ambiental em Lages passou a auxiliar na distribuição dos kits para os controladores cadastrados. “O objetivo é facilitar o acesso a esses materiais e garantir a obtenção das amostras para pesquisa”, destaca o comandante, major Adair Pimentel.

Controladores

Caçador desportista, o empresário Giovani Zanella atua no controle de javali desde 2004. Iniciou a atividade no Rio Grande do Sul, e desde 2012 está cadastrado para desenvolver a atividade em Santa Catarina. Ele conta que o controle dos javalis tem evoluído muito, e hoje há mais informação sobre os animais.

“Conseguimos ser mais assertivos na nossa função de contribuir com as entidades que desenvolvem o trabalho de reconhecimento e controle da espécie. Estamos muito próximos da Polícia Militar Ambiental. A instituição sempre nos auxilia. Temos acesso facilitado aos kits para exames e a entrega pode ser feita aos fins de semana”, comentou.

O material é devidamente armazenado na PMA e encaminhado à Cidasc. Posteriormente, é disponibilizado para pesquisa à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa.

Javalis e javaporcos

São animais selvagens, capazes de percorrer grandes distâncias atrás de comida e de fêmeas no cio. O fato deles andaram em grupo, na maioria das vezes provoca a destruição das lavouras. Também, ao entrar em contato com granjas eles podem transmitir doenças aos suínos.

O javali pesa cerca de 80kg e possui dentes caninos bem desenvolvidos e curvados para fora. A pelagem é escura nos adultos e listrada nos filhotes. Já os javaporcos pesam cerca de 130kg e possuem pelagem de coloração variada. Para manter os animais longe das granjas é aconselhável utilizar barreiras físicas, como por exemplo, cercas de proteção reforçada.

Animais silvestres como queixada e cateto são protegidos por leis ambientais. Somente os javalis e javaporcos são considerados fauna exótica e invasora. Em vida livre estão sujeitos ao abate para controle populacional, segundo Instrução Normativa Nº3 de 31/01/2013 (IBAMA). A criação desses animais está proibida no estado. Santa Catarina é livre de Peste Suína Clássica, colabore para manter essa situação.

Cidasc
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