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Rastreabilidade das carnes

Terça-feira, 08 de Novembro de 2011, 10:02:29Manejo

O serviço de rastreabilidade da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos será utilizado em outros produtos e atividades. Aves, suínos e até hortaliças serão integrados ao programa do Ministério da Agricultura, que tem o objetivo de atender as demandas dos consumidores do mundo todo. A iniciativa é uma parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e tem por objetivo criar uma base única de dados para todos os produtos agrícolas.

Segundo o coordenador de programas do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, o objetivo, além de criar uma base única, é facilitar decisões.

"O Brasil talvez seja um dos primeiros países do mundo a ter um único banco de dados para colocar todos os estabelecimentos rurais, estabelecimentos técnicos, indústrias de insumos, enfim, tudo que diga respeito à cadeia do agronegócio. O objetivo é facilitar as decisões, para fazer com que os próprios produtores entrem em suas contas, coloquem as informações relacionadas aos seus cultivos, aos seus rebanhos. É um formato que vai diminuir custos de uma forma muito grande, porque hoje existem muitos bancos, e daqui para frente eles vão se juntar, além de colocar os agentes econômicos como protagonistas de suas informações".

Para Marques, esse novo serviço vai ajudar o produtor a ser ativo, dono de sua conta e depositante de suas informações no sistema.

"Ao agricultor que está acostumado com o Sisbov, hoje ele é obrigado a usar uma terceira parte para entrar no banco, ele desconhece suas informações, pois quem fica é o governo. Por essa nova lei, que criou a rastreabilidade da carne através de documentos, ele pode demonstrar a qualquer momento de quem comprou e pra quem vendeu. Isso vai fazer com que ele passe a ser o ativo, passe a ser o dono da conta, o depositante das informações no sistema".

Segundo Marques, a presidente Dilma Rousseff deve assinar um decreto regulamentando a matéria, e a CNA deve estar preparando todas as informações para que, através do sindicato, o produtor possa fazer uso desse novo modelo.

Fonte:  Canal Rural
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