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Acidificação como estratégia para a saúde intestinal em suínos

A acidificação da água de bebida em granjas é muito comum hoje em dia, e traz resultados expressivos no desempenho de leitões jovens

Glauco Rios

Profissional com mais de 15 anos de experiência na gestão de granjas suinícolas, e atual consultor técnico-comercial da MS Schippers Brasil em Santa Catarina.

01-Jun-2021 14:48 - Atualizado em 01/06/2021 15:15

Na suinocultura moderna, um ponto importante de evolução é o controle sanitário com redução no uso de antibióticos. Nesse sentido, a utilização de ácidos orgânicos tem se tornado uma opção interessante, especialmente através da água. A acidificação da água de bebida em granjas é muito comum hoje em dia, e traz resultados expressivos no desempenho de leitões jovens (especialmente na fase de creche). Ainda assim, é possível utilizar essa estratégia também nas fases de maternidade (em matrizes desafiadas) e terminação, reduzindo desafios entéricos e aumentando a ingestão de água desses animais. 

O mercado atual oferece uma gama muito grande de produtos e serviços para a acidificação da água, por isso é fundamental entendermos alguns conceitos básicos sobre acidificação, como os objetivos a serem alcançados, os principais erros que devemos evitar como gestores ou gerentes técnicos, e o tipo de ácido a ser utilizado.  

Objetivos a serem alcançados

O uso de ácidos orgânicos pode trazer muito mais benefícios do que apenas a redução no pH da água. Ao acidificar a água de bebida dos animais existem três objetivos (ou efeitos) possíveis: o primeiro é a redução do pH estomacal, que favorece a digestão de proteínas da dieta. O segundo é o aumento da própria ingestão de água pelos animais, devido à melhor palatabilidade da água acidificada. Naturalmente, quanto mais água esse animal bebe, mais ração ele tende a ingerir. Por último, mas não menos importante, temos como objetivo a redução da multiplicação bacteriana na água e no estômago dos animais (o que irá variar conforme o tipo de ácido utilizado), reduzindo assim os desafios entéricos como diarreias e falhas de absorção. 

Principais erros que devemos evitar

O principal erro a que todas as granjas estão sujeitas sempre é o erro humano. No momento de dosar e aplicar os ácidos na tubulação, muitas vezes o cálculo acaba errado, ou mesmo a variação de vazão nos picos de consumo ao longo do dia acaba atrapalhando uma dosagem proporcional. Para evitar esse problema, é recomendado o uso de sistemas de dosagem volumétricos ou eletrônicos. Com o uso desses equipamentos, temos maior precisão na administração da dose indicada, e mais facilidade no manejo dessa estratégia.

Tipo de ácido a ser utilizado

A principal diferença entre um ácido orgânico e um ácido inorgânico (pensando na produção animal) é a capacidade de dissociação desse ácido na água e/ou dentro da célula bacteriana. Os ácidos orgânicos (como o ácido láctico, ácido fórmico, etc.) tendem a ser mais fracos, e com capacidade de se dissociar tanto na água quanto dentro da célula bacteriana (o que ainda dependerá do tamanho de sua molécula). Os ácidos inorgânicos (ácido clorídrico, ácido fosfórico, etc.), por sua vez, se dissociam bem em água, mas não conseguem penetrar a parede celular das bactérias. De maneira geral, os ácidos orgânicos são os mais recomendados para uso na produção animal, especialmente aqueles de cadeia curta e média, devido à sua ação bactericida. 

Para trabalhar com acidificação em suínos é preciso ter estratégia e conhecimento dos objetivos pretendidos. Somente assim podemos escolher os produtos mais adequados e definir protocolos que atendam a demanda da granja, trazendo resultados visíveis e consequentemente um bom retorno financeiro. 

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