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Acordos comerciais na pauta do próximo presidente

Confira a edição 284 da revista Suinocultura Industrial

Acordos comerciais na pauta do próximo presidente

O presidente eleito em outubro terá no próximo ano inúmeros desafios a superar nas mais diversas áreas. A economia precisa voltar a crescer em percentuais mais significativos, reformas importantes estão à espera, como a da Previdência Social, política e tributária, assim como oportunidades se abrem no comércio internacional, desde que o país abra um pouco mais sua economia e feche acordos internacionais importantes.

Nesse último item, uma grande chance se põe em 2019. O país será sede da reunião de presidentes do Brics. Ou seja, poderá propor uma agenda voltada em muito a temas os quais tenha interesse. Nesse ano, o encontro aconteceu em Johanesburgo, na África do Sul, e vários acordos em diversas áreas foram assinados pelos presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e da própria África do Sul. Ele foi precedido por inúmeras reuniões em diferentes esferas político-governamentais.

Os Brics não são um bloco econômico, mas sim um grupo político de cooperação. Todos, economias emergentes, com grandes mercados consumidores e que, com suas economias voltando a crescer em ritmo de anos anteriores, passam a ter um peso importante em decisões estratégicas no cenário internacional. O próximo presidente tem a obrigação de estreitar ainda mais os laços de colaboração com esses países.

Também, o futuro presidente do Brasil tem de encaminhar suas ações para o fechamento de acordos comerciais importantes, sejam de ordem bilateral ou até mesmo integrar blocos econômicos. Possivelmente o mais importante para o país seria o TPP, conhecido como Parceria Transpacífico, acordo de livre-comércio formado por 11 países banhados pelo oceano Pacífico. Os Estados Unidos negociavam, mas não aderiram ao acordo.

O Brasil passaria a ter acesso a mercados relevantes na Ásia, ao mesmo tempo em que fortaleceria o comércio com países como Chile, Peru e México na América Latina. Além disso, abriria portas para negociações de transporte transpacífico, com ferrovias brasileiras ligando os portos peruanos e chilenos para escoar a produção de grãos e carnes do Centro-Oeste para os países asiáticos. São oportunidades e desafios que o Brasil terá pela frente.

 

Boa leitura a todos!

Humberto Luis Marques