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As divisões PIC e Nutrição Animal da Agroceres inauguram núcleos de reprodução e de pesquisa nutricional

As duas novas granjas, situadas na região de Patos de Minas (MG), marcam o desenvolvimento do grupo no Brasil e no Mercosul.

Redação SI/Patos de Minas, MG (21/03/2001) – Mais do que um investimento, a Agroceres PIC e a Agroceres Nutrição Animal dispararam um tiro certeiro em favor da suinocultura. A duas empresas inauguraram ontem duas granjas suínicolas, na região de Patos de Minas (MG), como parte do seu contínuo trabalho de melhoramento genético suíno e de nutrição animal. A solenidade de inauguração teve a participação de mais de 150 pessoas convidadas, entre clientes, parceiros, distribuidores e autoridades locais. Os participantes fizeram um “tour” pelas propriedades e saborearam um almoço, oferecido pela empresa, tendo a carne suína como prato principal.

A primeira das granjas a ser inaugurada foi a Brasil. Instalada no município de Presidente Olegário (MG), distante 20 km de Patos de Minas, esta unidade foi destinada para ser o núcleo de reprodução da Agroceres PIC. A granja tem capacidade de alojar 1400 fêmeas de linhagens puras, comporta um centro de coleta e distribuição de sêmen, denominado Unidade de Disseminação de Genes (UDG) e, ainda, conta com um moderno sistema de tratamento de dejetos. Tudo isso construído numa área de 350 hectares.

A Granja Brasil é totalmente automatizada e climatizada. Na UDG da propriedade estão alojados 80 machos suínos para a produção da chamada genética líquida (sêmen). Há dois anos, a Brasil recebeu a certificação ISO 9002, tornando-se a primeira granja suína da América Latina certificada por sua qualidade. “Na verdade, esta granja está sendo reinaugurada pela Agroceres”, diz Alexandre Rosa, gerente de Mercado. “A Granja Brasil passou por uma reforma para a sua adequação de unidade núcleo de reprodução”. Neste trabalho a Agroceres PIC desembolsou cerca de R$ 2 milhões.

Ainda sobre a Granja Brasil, Fernando Pereira, superintendente da Agroceres PIC, diz que o fator bioseguridade é o destaque da propriedade. “A granja está construída numa área acidentada, imprópria para produções rurais, mas propícia para a suinocultura”. A granja encontra-se isolada estrategicamente, realizando o controle e a desinfecção obrigatória dos veículos e pessoas que se adentram. Para se ter uma idéia do controle sanitário praticado pela empresa, os convidados da Agroceres não puderam entrar na granja propriamente dita. Os visitantes conferiram tudo de dentro dos ônibus, fretados pela companhia, que circularam os galpões pelo lado de fora das cercas de alambrado. “Trabalhamos para manter o elevado nível sanitário de nosso plantel. Todos os animais alojados na Brasil nasceram na propriedade. Não trazemos suínos de outras granjas”. Pereira também salienta que a granja opera em três sítios: gestação/maternidade, creche e recria/terminação.

Granja Paraíso A Granja Paraíso, a segunda a ser inaugurada, está construída numa área de 500 hectares e tem capacidade para alojar 4 mil matrizes. O primeiro povoamento da granja (que deve ser feito nos próximos dias) irá abastecer a propriedade com 3750 matrizes suínas. A Paraíso pertence à Agroceres Nutrição Animal, que investiu R$ 13,8 milhões em sua construção. A produção anual desta unidade deverá girar em torno de 90 mil animais de 120 quilos. “Esta granja será a responsável pela geração de pesquisas de sistemas de alimentação e produtos para suínos, além de produzir avós suínas para a Agroceres PIC”, diz Urbano Ribeiral, presidente do Grupo Agroceres.

As pesquisas com nutrição a serem desenvolvidas na unidade devem apontar os melhores sistemas e os melhores rendimentos na utilização de cada tipo de ração: peletizada, farelada, seca ou líquida, além de proporcionar o desenvolvimento de novos produtos específicos para a suinocultura. Como a Brasil, a Granja Paraíso também conta com sistema de higienização e de tratamento de dejetos que ajudam a diminuir o cheiro e o impacto no meio ambiente.

“A inauguração das duas granjas marca o desenvolvimento da Agroceres PIC e da Agroceres Nutrição Animal”, diz Ribeiral. O grupo domina hoje 40% do mercado de genética suína no Brasil. E parece não querer parar por aí. Recentemente a Agroceres PIC adquiriu a PIC argentina e, com isso, deu fôlego ao seu processo de expansão por todo o Mercosul.(Na foto: Inauguração da Granja Brasil: executivos da Agroceres e autoridades prestigiaram o evento/Crédito: Andrea Quevedo/Gessulli Agribusiness)