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Inseminação Artificial

Com 20 anos de mercado, Bretanha investe em tecnologias de ponta e mantém sua tradição em inovação

Com 50% do mercado brasileiro de inseminação artificial, a empresa quer atingir uma produção de 3,5 milhões de doses de sêmen até 2025. Conheça a trajetória da Bretanha, que tem investido na modernização de seus processos e desde 2017 atua nos EUA por meio de um joint venture

Redação
20-Abr-2021 08:22 - Atualizado em 20/04/2021 09:43

empresas, fotos atualizadas , Divulgação
Logo 20 anos da BretanhaDivulgação
A Bretanha completa 20 anos de mercado como a principal empresa do segmento de reprodução suína do país. Só para se ter uma ideia desta importância, de cada dez suínos abatidos no Brasil, sete deles foram produzidos com alguma das tecnologias da empresa. Sediada em Passo Fundo (RS), a Bretanha responde atualmente por 50% do mercado nacional de inseminação artificial e atende com seus produtos e insumos o equivalente a 1,3 milhão de fêmeas suínas. Os resultados marcam uma trajetória de investimentos em novas tecnologias, capacitação de suas equipes técnicas e foco específico no segmento reprodutivo.

A empresa tem metas muito claras a serem atingidas até 2025, quando pretende alcançar uma produção de 3,5 milhões de doses de sêmen, ante as atuais 1,1 milhão de doses oriundas de suas UDG’s. Com este objetivo, com a vinda de uma profissional Dra. em reprodução, criou um Departamento de Pesquisa & Desenvolvimento dedicado à reprodução, fruto de uma parceria com a Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF). Tem investido fortemente em conectividade da informação, ampliando o uso de tecnologias como inteligência artificial, big data e supply chain, além de fortalecer todos os seus protocolos de rastreabilidade e de bem-estar animal em suas centrais de coleta de sêmen.

“Dentro do custo total de um suíno, a reprodução corresponde a menos de 1% deste valor. Ao mesmo tempo, é o ponto de partida para todo o processo de produção futura da carne. Ou seja, o nosso investimento em inovação tecnológica e atualização genética, gera um impacto ao longo de toda a cadeia produtiva de suínos, beneficiando o produtor em termos de rentabilidade e o consumidor no quesito qualidade”, explica Pedro Ivo de Quadros Filho, diretor de Negócios da Bretanha Performance Reprodutiva.

 

BRETANHA: OS PRIMEIROS PASSOS

A Bretanha foi fundada em 2001 por um médico veterinário francês residente no Brasil, que deu à empresa o nome da região onde nasceu na França. Em 2003, o executivo Pedro Ivo assumiu os negócios, dando novos rumos comerciais à Bretanha, como o início da venda de pipetas descartáveis para uso em inseminações. Os bons resultados levaram a uma ampliação de portfólio, agregado de itens como bisnagas, insumos, diluentes e equipamentos para análise de sêmen em laboratórios. Em 2009, uma transformação no mercado levou a queda de custos de importação, tornando os importados mais viáveis economicamente do que os de fabricação nacional, o que fez com que a empresa passasse a trabalhar basicamente com produtos oriundos do mercado asiático, o que colocou a Bretanha em um novo patamar de competitividade.

No ano seguinte, em 2010, a empresa recebe um aporte de capital com a entrada do executivo Rafael Scheibler no quadro societário, passando a ocupar a Diretoria Administrativa. O período também marcou a busca por um novo parceiro tecnológico. O desafio levou ao fechamento de contrato com a espanhola Magapor, para a distribuição exclusiva de seus produtos e equipamentos no mercado brasileiro. “Nossa missão e visão como empresa envolvem uma completa transformação do mercado de reprodução suína por meio da inovação, excelência em produtos e serviços e alta capacidade técnica de nossos profissionais, nos tornando referência ao definirmos como foco a inovação, a gestão e performance reprodutiva e o contínuo crescimento no mercado”, ressalta Rafael Scheibler.

 

IAPC TRANSFORMOU O MERCADO

A nova parceria tecnológica entre Bretanha e Magapor foi decisiva para se estabelecer um novo padrão de eficácia reprodutiva na suinocultura brasileira, a partir da adoção da Inseminação Artificial Pós-cervical (IAPC). Embora esta metodologia não fosse nova, remetendo seu desenvolvimento ainda nos anos 1990, o uso dela no país era incipiente. Havia muitas dúvidas em relação a correta aplicação do método, e até em relação a sua própria eficiência. No entanto, a Espanha era pioneira no uso da IAPC, colhendo excelentes resultados com a aplicação rotineira desta técnica. “Nós fomos procurados por uma grande agroindústria do setor, que quis conhecer esta tecnologia. Então, trouxemos técnicos da Magapor para capacitar nossa equipe técnica e, eu mesmo, fiquei um período na Espanha passando por um treinamento específico para IAPC. Este realmente foi um marco muito importante em nossa história, um verdadeiro divisor de águas”, comenta Pedro Ivo.

A adoção da metodologia de IAPC gerou uma série de vantagens à suinocultura brasileira, como melhora significativa na eficiência dos machos, maior eficiência da mão de obra, além do ganho de tempo e biossegurança às granjas. Passando a ser referência nesta técnica no Brasil, aliada as comprovadas vantagens de seu uso, a Bretanha deu um salto de faturamento, ampliando em 50% o montante entre os anos 2010 e 2011. “A pós-venda técnica sempre foi uma característica forte da empresa, a qual a diferenciava no mercado; quando passamos a ter um parceiro com alta capacidade tecnológica, no caso a Magapor, foi possível expandir este nosso relacionamento com o mercado, dispondo de mais soluções a todos os clientes”, comenta Rafael Scheibler.

 

FOCO EM REPRODUÇÃO E CHEGADA AOS EUA

Este cenário de avanço no segmento de reprodução suína levou a Bretanha a adotar uma importante decisão em 2013. Nos anos anteriores, a empresa havia entrado em outros segmentos da produção suína, como a comercialização de produtos voltados à saúde e nutrição. No entanto, a grande expertise da Bretanha sempre foi a área reprodutiva. “Em 2013, reduzimos o nosso portfólio com foco em reprodução, deixando de atuar em outros nichos; compreendemos que só com um direcionamento específico à área de maior conhecimento nosso conseguiríamos crescer significativamente no mercado”, enfatiza Pedro Ivo.

Nos anos seguintes, a Bretanha investiu fortemente na estruturação de Unidades de Disseminação de Genes (UDG’s) próprias, com a inauguração inicial da central instalada no município de São Carlos (SC) e outras, como a em Arroio Trinta (SC). O período foi marcado também pelo investimento em ofertar máquinas/equipamentos em comodato para grandes agroindústrias e outsourcing de prestação de serviços chamado “Fêmea Coberta”. A Bretanha investiu ainda em programas de qualidade de sêmen, com o programa SAQ, e a criação da empresa TOP-in BR. “Percebemos as grandes mudanças que estariam por vir no mercado em termos de estruturas para coleta e distribuição de sêmen, com a introdução do conceito de UDG, profissionalizando cada vez mais os processos e ampliando as exigências por qualidade e segurança das doses inseminantes”, reforça Pedro Ivo.

Em 2017, um passo além-fronteira. A Bretanha formaliza a criação da MB Swine Reproduction, joint venture com a Magapor, para atuação no mercado dos Estados Unidos. Sediada no estado da Carolina do Norte, passou a distribuir com exclusividade toda a tecnologia Magapor para a suinocultura americana, tendo como objetivo central se tornar líder deste mercado. O plantel de matrizes nos Estados Unidos corresponde a cerca de seis milhões de fêmeas, o equivalente a 36 milhões de doses/ano, sendo que 35% das inseminações adotam o modelo pós-cervical, com os outros 65% o tradicional. “O mercado americano é extremamente importante, representa um total de US$ 17,5 milhões só em termos de doses; então, a criação da MB Swine Reproduction foi um avanço estratégico, juntamente com nosso parceiro, o qual tem avançado rapidamente e conquistado ótimos resultados nos Estados Unidos”, comenta Rafael Scheibler.

 

NOVAS PARCERIAS PARA O FUTURO

Atualmente, no Brasil, de cada 10 suínos abatidos, 7 são produzidos com algum tipo de tecnologia da Bretanha. Além disso, 45% das grandes centrais de inseminação no país usam tecnologias de automação oriundas da empresa. De olho no futuro, a Bretanha fortaleceu e ampliou parcerias em áreas-chave, além de investir na modernização de suas UDG’s, principalmente tecnologias 4.0 e protocolos de bem-estar animal.

Em 2018, a empresa adotou o conceito de central dedicada, o qual consiste em produzir doses com garantia de qualidade para um único cliente, estabelecendo uma filial no município de Caibi (SC). No ano seguinte, criou a Bretanha Agro, entrando para o mercado de fornecimento de leitões. Além disso, o conceito de central dedicada ganhou força e foi ampliado com a abertura de uma nova filial, desta vez em Santa Tereza (RS).

Nestes últimos anos, a Bretanha investiu forte ainda na implantação do sistema CASA em suas UDG’s, responsável por análises computadorizados de uma série de parâmetros de qualidade no sêmen, e rastreabilidade total de suas doses. Hoje, no mercado brasileiro, 55% dos sistemas CASA implantados são oriundos da Bretanha, seja na forma de comodato ou de venda propriamente dita. “Em nossa central de Jaguaruna, em Santa Catarina, estamos desenvolvendo uma estrutura totalmente focada em atender à totalidade de requisitos de bem-estar animal e máxima eficiência tecnológica”, reforça Pedro Ivo. “A Bretanha é uma empresa alinhada com o que há de mais inovador no mercado, e isto marca o futuro que queremos para a empresa no mercado”, conclui o executivo.

 

LINHA DO TEMPO

 

2001

·         Fundação da Bretanha em Passo Fundo (RS)

2003

·         O médico veterinário Pedro Ivo de Quadros Filho assume a empresa

·         Início da comercialização de pipetas descartáveis

2004

·         Parceira para comercializar bisnagas, insumos e equipamentos para laboratórios de produção de sêmen

2005

·         Registro e início da comercialização de sêmen

2009

·         Ampliação do portfólio com a importação de produtos da China

2010

·         Entrada do executivo Rafael Scheibler como sócio e investidor na Bretanha

·         Parceria tecnológica com a espanhola Magapor para distribuição exclusiva de produtos no Brasil

2011

·         Implantação da técnica de IAPC em todo o Brasil

2013

·         Direcionamento dos negócios da empresa somente para a área de reprodução suína

·         Oferta no mercado de máquinas/equipamentos em comodato

·         Outsourcing de prestação de serviço “Fêmea Coberta”

2014

·         Entrada no mercado de produção de sêmen com inauguração da central compartilhada UDG de São Carlos

2015

·         Renovação do contrato com Magapor por mais cinco anos

·         Abertura da segunda Unidade/Filial Central UDG de Arroio Trinta (SC)

2016

·         Criação da empresa TOP-in BR

·         Implantação do programa SAQ, de qualidade de sêmen

·         Renovação do contrato de parceria técnica e estratégica com grandes agroindústrias

2017

·         Criação da MB Swine Reproduction, joint venture entre Bretanha e Magapor, para atuação no mercado dos Estados Unidos

·         Abertura da central compartilhada UDG de Jaguaruna (SC)

2018

·         Criação do conceito de Central Dedicada – Abertura UDG Caibi/SC  

2019

·         Entrada no mercado de produção de leitões com a abertura da Bretanha Agro

·         Ampliação do conceito de Central de dedicada – Abertura UDG Santa Tereza/RS

2020

·         Criação do Departamento de Pesquisa & Desenvolvimento, fruto de parceria com a Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF)

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