Vale
09-Out-2017 17:03
Evento

Com grande público, entidades realizam seminário sobre Gestação Coletiva de Matrizes

Evento aconteceu na sede da Assuvap, dia 05/10, em Ponte Nova/MG

Na última quinta-feira (5/10), a Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) reuniu, em sua sede, aproximadamente 70 suinocultores e profissionais de granjas para um importante seminário técnico sobre Gestação Coletiva de Matrizes Suínas. O evento, oportunidade para a troca de informações sobre um dos assuntos mais discutíveis do setor, aconteceu logo após a reunião da Bolsa de Suínos do Interior de Minas (BSim), às 18h, e foi realizado pela Assuvap, ABCS, Ministério da Agricultura (MAPA), Embrapa, com apoio das empresas Agroceres Pic e DB Genética Suína.

O presidente da Assuvap, Fernando Araújo, avalia o seminário de forma positiva: “Cumpriu seu papel de informar aos produtores as tendências de mercado atuais no âmbito do bem-estar animal”, observa. O fórum foi dividido em cinco palestras curtas. Diretor-executivo da ABCS, Nilo de Sá foi o primeiro, elucidando as ações da Associação Brasileira para promover o bem-estar animal e a redução das perdas econômicas na suinocultura.

“Acho que foi muito boa a discussão”, relata de Sá. “O bem-estar animal é um tema muito amplo, e entre os itens tratados, tem um que é bastante polêmico, controverso, que é a gestação coletiva de matrizes gestantes. É uma forte tendência mundial. Ainda carece de pesquisa, equipamento, recursos. O fato é que a posição da ABCS ainda é que não deve haver uma legislação que obrigue o produtor a mudar, mas que nós temos que fomentar essa discussão, para que o produtor possa entender e enxergar alternativas no futuro dentro de sua realidade”, diz.

A palestra seguinte, “Cenário da Gestação Coletiva Nacional e Internacional”, foi ministrada pela coordenadora geral de agregação de valor do MAPA, Charli Ludtke. Segundo ela, o seminário foi muito bem aceito, em uma região que está entre as principais produtoras de suínos do país. Em sua palestra, Ludtke mostrou as deficiências e as vantagens de cada sistema de produção e as tendências do cenário nacional e internacional. “O consumidor atual não quer animal em gaiola, então essas exigências do perfil consumidor também têm pressionado as indústrias a mudarem os seus sistemas”, diz.

Ludtke também observou a presença em peso dos suinocultores no seminário, e elogiou. “Eu acho que foi muito bem-sucedido, eu saí muito satisfeita. O evento estava lotado e os suinocultores questionando. Hoje eles querem saber, querem discutir, e o MAPA quer mostrar que sistemas tem vantagens”, completa.

A terceira palestra ficou a cargo do médico veterinário e consultor do MAPA Cleandro Pazinato. Ele deu continuidade à discussão, focado nos princípios de bem-estar em granjas de suínos. “O que mais me chamou a atenção foi a qualidade”, relata Pazinato. “Ponte Nova é um polo muito importante da produção de carne suína no Brasil, e trazer esse tipo de fórum propiciou que as pessoas tivessem uma oportunidade de aprender um pouquinho mais e colocar opinião sobre um tema que é muito importante, e com isso melhorar o nível de produtividade, da qualidade do produto”, explica.

Por fim, Vinícius Espeschit (Agroceres PIC) e Robert Gurnet (DB Genética Suína) levantaram os temas “aspectos práticos na implementação da gestação coletiva no Brasil” e os “desafios na implementação da gestação coletiva no Brasil e soluções propostas”, respectivamente. Os produtores também tiveram espaço para apresentar suas opiniões, durante a mesa redonda com todos os palestrantes.

Fernando Araújo analisa, “o fato das principais empresas nacionais, detentoras de 50% do plantel de matrizes do Brasil (BRF, JBS e Aurora), terem largado na frente e colocado como meta o ano de 2026 para o banimento das gaiolas dos 28 aos 104 dias de gestação deve servir para nós produtores como um alerta”, diz.

“Acredito que para novos projetos, esta visão de médio prazo tem que ser considerada, embora de acordo com o MAPA, legislação específica sobre o tema não estará na pauta até o ano de 2026. Novos fóruns sobre o tema deverão ocorrer e a Assuvap, juntamente com a sua parceira ABCS, está empenhada em defender medidas que minimizem os impactos financeiros que este novo modelo pode nos trazer”, completa Fernando.

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Ascom
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