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Com surto de PSA na China, papéis de frigoríficos brasileiros aquecem na bolsa

Doença deve afetar a produção de carne de suínos no gigante asiático e agitar os mercados globais com a elevação da demanda pela proteína

Com surto de PSA na China, papéis de frigoríficos brasileiros aquecem na bolsa

Um surto de peste suína africana na China ameaça a produção de carne na Ásia e pode elevar a demanda de exportações da carne brasileira neste ano. Com a notícia se alastrando pelo mercado nesta quinta-feira (16), as maiores companhias frigoríficas listadas na B3 estiveram entre as maiores altas do dia na carteira do Ibovespa, o principal índice acionário da bolsa.

Ao final da sessão, a ação da JBS registrou alta de 3,79%, a R$ 19,98, seguida pelos papéis da Marfrig, com valorização de 3,35%, a R$ 7,10. A Minerva fechou com ganhos de 2,16%, negociadas a R$ 11,33. Já a BRF fechou estável depois de chegar a avançar até 8,22%.

Não transmissível pela ingestão da carne contaminada, a peste suína africana pode levar o porco à morte, por isso tem grande potencial reduzir a produção desta carne na China ainda este ano, pressionando os preços.

O gigante asiático tem a carne suína na base da alimentação, com muitos pratos tradicionais à base da proteína. Não só é o maior consumidor, como é também o maior produtor mundial de carne de porco, o que traz uma grande pressão sobre o mercado.

Em 2018 e 2019, um surto da doença matou milhões de porcos e levou a um declínio dramático na produção de carne, que agitou os mercados globais.

Para grandes exportadoras de carne suína, casos de JBS, Marfrig e BRF, o cenário é de aumento das exportações e grande margem para elevação dos preços, o que traria um ano de receitas mais positivas que o estimado até então.

À época da primeira onda da peste suína africana na China, os frigoríficos brasileiros tiveram receitas recordes e balanços marcados pelos fortes ganhos.