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Como proceder com leitões de baixo peso ao nascimento

Com o avanço em pesquisa e tecnologia, as empresas de genéticas investiram altamente em prolificidade

Junior de Oliveira Couto

Engenheiro Agrônomo Assessor Técnico suínos, na Vaccinar

20-Jul-2021 17:33 - Atualizado em 21/07/2021 08:41

Com o avanço em pesquisa e tecnologia, as empresas de genéticas investiram altamente em prolificidade, proporcionando maior número de leitões ao nascer, oportunizando maior número de leitões desmamados por fêmea! Porém, juntamente com isso, trouxe um desafio em manejar corretamente as ninhadas mais numerosas, pois consequentemente aumenta a quantidade de leitões pequenos, muitos considerados com baixa viabilidade. Em algumas situações, há recomendação de eliminar esses leitões muito leves, pois sua mortalidade tende a ser mais elevada na fase de lactação. Como devemos proceder quando nascem ninhadas abaixo do peso? Do ponto de vista técnico e econômico, não há sentido em aumentar a prolificidade, obtendo maior número de leitões ao nascimento, sendo que parte deste incremento poderá ser perdido horas após o nascimento.

De encontro a isso, a evolução e entendimento nutricional poderá ser uma excelente ferramenta para minimizar esse problema comum em várias granjas. Podemos iniciar esse processo desde a alimentação adequada das fêmeas em gestação. Estudos demonstram que o aumento de ração no terço final de gestação reduz o número de leitões pequenos ao nascer. No terço final da gestação é o período que os leitões adquirem maior peso durante o período uterino, então, é o momento oportuno de fornecer uma ração apropriada para essa fase, disponibilizando mais nutrientes a ninhada, diminuindo a quantidade de leitões leves e melhorando o tamanho da ninhada como um todo.

Mesmo utilizando este manejo, ainda assim, é esperado o nascimento de leitões pequenos, necessitando de manejos pontuais, especiais para reduzir a mortalidade inicial e consequentemente, agregar mais desmamados por fêmea.

Em seguida, algumas sugestões para ajudar nesse processo:

  • Fornecer colostro usando sonda, mamadeiras, garantindo que os leitões pequenos recebam a quantidade necessária para sua mantença, nas primeiras oito horas de vida;
  • Disponibilizar um ambiente aquecido (36°C), podendo utilizar lâmpadas infravermelhas ou aquecedores. Esses leitões nascem com baixa reserva calórica, por isso não passar frio é primordial;
  • Quando estiverem aquecidos e ingerido uma boa quantidade de colostro, condicioná-los em uma fêmea calma, de preferência ordem de parto 2 a 4, com tetos finos e alongados para facilitar a sucção de leite pelos leitões;
  • Importante garantir que fêmeas jovens estejam com o número de leitões conforme sua capacidade mamária, ou seja, se possuem 14 tetos viáveis devem permanecer com 14 leitões para promover o correto desenvolvimento do seu aparelho mamário.

Essa categoria de leitões pequenos tende a aumentar à medida que a prolificidade também aumenta. O melhoramento genético vem promovendo um aumento gradativo no número de leitões nascidos. Portanto, sempre teremos que ficar atentos e focados no aproveitamento desses leitões. Dependendo do cenário de custo de produção, constantemente somos questionados se realmente vale a pena todo esse empenho para essa categoria de leitões. Porém, sempre teremos esse desafio, pois muitas vezes esses leitões são responsáveis pelo aumento da taxa de mortalidade na maternidade. Com o manejo realizado corretamente, associado aos recursos nutricionais disponíveis, diminuiremos esse impacto, proporcionado maior número e peso de leitões desmamados/fêmea/ano e maior.

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