Guia Gessulli
Peste Suína Africana AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Suíno Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Sanidade

Comunicação de avistamento de javali

Esta expansão está colocando em risco a conservação dos ecossistemas, em especial a biodiversidade nativa, a saúde pública e a integridade da economia agroindustrial do Estado de São Paulo e do Brasil

Redação com informações de Ministério da Agricultura e Abastecimento
23-Jul-2021 09:17

A presença do javali (Sus scrofa Linnaeus, 1758) em território paulista representa importante ameaça ambiental, econômica e social, conforme indicado na Deliberação CONSEMA nº 30/2011 (SÃO PAULO, 2011) e no relatório do Grupo de Trabalho criado pela Resolução SAA nº 42, de 5 de setembro de 2018, para estudar os impactos ambientais, sociais e econômicos da expansão populacional dessa espécie no Estado de São Paulo. Esta expansão está colocando em risco a conservação dos ecossistemas, em especial a biodiversidade nativa, a saúde pública e a integridade da economia agroindustrial do Estado de São Paulo e do Brasil e justifica a implementação de ações efetivas, eficazes e eficientes de prevenção, monitoramento e controle da população dessa espécie exótica invasora, de forma convergente e complementar ao Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali (IBAMA, 2017) coordenado pelos Ministérios do Meio Ambiente e de Agricultura e Abastecimento.

Atento aos danos e aos riscos impostos pelo javali à sociedade e ao ambiente, principalmente à biodiversidade e à economia agropecuária e agroindustrial paulista, e atendendo ao Decreto Nº 64.320, de 5 de julho de 2019, que instituiu, junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, as diretrizes da política pública denominada "Cidadania no Campo 2030", e estabeleceu como áreas estratégicas a manutenção e ampliação da qualidade de vida dos cidadãos do campo e da cidade, a quantidade e qualidade dos produtos e os serviços paulistas e o incentivo à pesquisa, à inovação, ao empreendedorismo e à gestão de risco. E considerando ainda a Resolução Conjunta SIMA/SAA nº 02, de 29 de abril de 2019 que, sob o aspecto da sanidade animal reconhece o javali (Sus scrofa) e seus híbridos como espécie de peculiar interesse do Estado, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Resolução Conjunta SAA/SIMA-4, de 5 de novembro de 2019, constituiu o Grupo de Trabalho para definir estratégias estaduais de prevenção, controle e monitoramento da população do javali (Sus scrofa), em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco doméstico, em nosso estado.

No referido Grupo de Trabalho, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é representada pelo Gabinete do Secretário, por meio da Assessoria Técnica, pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária – CDA, pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável – CDRS, e pela APTA (Instituto Biológico – IB, Instituto de Zootecnia – IZ e Instituto de Economia Agrícola – IEA), enquanto que a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) é representada pelo Gabinete do Secretário, pelo Instituto Florestal, pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo - Fundação Florestal, pela Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade – CFB, por meio do Departamento de Fauna - DeFau, e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB. Além destes, são parceiros convidados na elaboração e implementação do plano, no âmbito de suas competências e atribuições, outros órgãos do Governo do Estado que possuem interface com a gestão da fauna, como a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo por meio da Polícia Militar Ambiental, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo por meio do Centro de Vigilância Sanitária, do Centro de Vigilância Epidemiológica, do Instituto Pasteur, da Superintendência de Controle de Endemias e do Instituto Adolfo Lutz, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico por meio da ESALQ/USP. Outras unidades das universidades públicas serão convidadas a participar deste esforço multidisciplinar de controle da espécie exótica invasora. O governo federal, igualmente na condição de convidado, é representado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, do Ministério do Meio Ambiente, pela Superintendência Federal da Agricultura de São Paulo e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Considerando ainda a discussão do controle populacional do javali sob a premissa da sustentabilidade socioambiental e econômica e de forma estratégica, integrada e participativa, torna-se necessário o envolvimento coordenado de outros atores, tais como outros órgãos do Poder Executivo, membros do Poder Legislativo, agentes do Poder Judiciário, Ministério Público, servidores de prefeituras municipais e da sociedade civil como um todo, especialmente de organizações de produtores rurais e de controladores de javalis, entre outros de interesses afins.

O plano busca o aumento da eficiência das atividades de controle da população de javali, isto é, a diminuição dessa população e dos impactos que provoca, ao mesmo tempo em que prioriza a redução do custo financeiro por unidade de javali abatida e da quantidade de recursos e de tempo empregados no longo prazo. Em breve resumo, o monitoramento e controle populacional do javali deve ser realizado para prevenir os riscos que a expansão desta espécie representa à população humana (possível transmissão de zoonoses, ataques a pessoas, acidentes automobilísticos etc), à integridade dos ecossistemas naturais e os riscos à produção vegetal e animal paulista e brasileira, especialmente envolvendo a disseminação da Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e Febre Aftosa.

O monitoramento das populações de javali proposto pelo plano deverá ser realizado por técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária-CDA/SAA dentro de uma sala de situação, aqui definida como instrumento de diagnóstico, acompanhamento e avaliação da situação epidemiológica de eventos, episódios ou processos que apresentem riscos econômicos ou sanitários à população humana e ao Estado e nos quais a variável tempo é fundamental. A ferramenta a ser implantada deverá utilizar modernos sistemas computacionais integradores de diferentes fontes de informações, baseados em softwares de planejamento e de apoio à tomada de decisões, que produzam demonstrações visuais simplificadas e interpretação de dados quantitativos e informações qualitativas, índices legais, metas de orçamento, previsão de gastos e resultados previstos e produzam diagnósticos dinâmicos e atualizados para cada evento ou processo, prospectando resultados e possibilidade de eventos futuros relacionados. Os planos e programações devem ser compatíveis com as necessidades detectadas de gestão da Coordenadoria de Defesa Agropecuária e com a produção de resultados aplicáveis às políticas públicas de defesa da saúde humana no que tange às zoonoses.

Ao implementar o presente plano, o Governo do Estado procura coordenar esforços entre seus órgãos, além de somar esforços à atuação dos órgãos do Governo Federal e de diversos atores da sociedade civil, tais como produtores rurais afetados pelo javali, produtores agroindustriais exportadores e consumidores de carnes, controladores individuais e empresas autorizadas a executar o manejo visando o controle das populações de javali.

Faça download do Plano Estadual de Controle do Javali e Anexos, na íntegra, clicando aqui.

Assuntos do Momento

Haiti registra mais um caso de Peste Suína Africana nas Américas
21 de Setembro de 2021
Ocorrência Sanitária

Haiti registra mais um caso de Peste Suína Africana nas Américas

A ocorrência foi confirmada ontem (20/09) pela OIE; é o segundo caso da enfermidade na América Latina, o que acende um alerta ainda maior em toda a suinocultura da região

Preço do suíno vivo sobe em vários estados
20 de Setembro de 2021
Análise de Mercado

Preço do suíno vivo sobe em vários estados

Após um começo de mês nada animador para o segmento, a última semana registrou novos aumentos em várias praças. Valor poderia ser maior, mas baixo poder aquisitivo da população segue impedindo.

Situação é preocupante na suinocultura com custos superando preço do animal vivo
16 de Setembro de 2021
Custos

Situação é preocupante na suinocultura com custos superando preço do animal vivo

Quadro afeta especialmente os produtores independentes, que têm menos poder de fogo nas negociações de grãos para ração

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem
20 de Setembro de 2021
Insumos

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem

De acordo com colaboradores do Cepea, a liquidez segue baixa, com muitos compradores ausentes do mercado – esses agentes sinalizam ter estoques, pelo menos para curto prazo, e estão à espera de novas desvalorizações

20 de Setembro de 2021
EUA

Nos EUA, deputados democratas pedem recursos para prevenir peste suína africana

Grupo de deputados pediu US$ 75 milhões em recursos para que autoridades de saúde animal previnam e se preparem para um possível surto de PSA no país

Competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em 9 anos
17 de Setembro de 2021
Mercado

Competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em 9 anos

Levantamento do Cepea mostra que, na média deste mês (até o dia 15), a diferença entre a carcaça especial suína, também comercializada na Grande São Paulo, e o frango inteiro é de apenas 1,19 Reais/kg

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade