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Despedida e reencontros - por Marcos S. Jank

Chegou a hora de voltar ao Brasil e retribuir parte do que aprendi para as novas gerações.

Marcos S. Jank

Especialista em questões globais do agronegócio. Escreve aos sábados, a cada duas semanas.

29-Mai-2019 14:56 - Atualizado em 30/05/2019 08:12

A vida me deu o privilégio de morar quatro anos na Ásia, a região mais dinâmica e populosa do planeta. Um caleidoscópio de civilizações milenares, países descolonizados há menos de 80 anos e cidades-nação muito ricas. A palavra-chave, que sintetiza o continente, é multiplicidade – étnica, religiosa, linguística, cultural, social, política e econômica.

Uma região que incorporou com sucesso as grandes conquistas do Ocidente: direitos de propriedade, cumprimento de leis, competição, educação, medicina, segurança. Uma área hiperpopulosa com crescente deficiência de recursos naturais. Um continente com graves disputas fronteiriças e étnicas, mas onde as ruas são muito mais seguras do que na América Latina, pois a punição aos transgressores é cultural e efetiva.

Sabe-se pouco no Brasil sobre a história e a geografia da Ásia. Nascemos em um mundo dominado pela cultura e pelos valores ocidentais. Mas nossos filhos e netos crescerão num mundo onde a Ásia volta a ocupar uma posição central, ao recuperar 20 pontos percentuais do PIB mundial desde 1990, perdidos para o Ocidente a partir do século 19.

O maior indício da retomada do mundo asiocêntrico é a eclosão da primeira guerra hegemônica do século 21, em que os Estados Unidos questionam as bases do novo poder comercial e tecnológico da China. Mas, além da China, já podemos ver o crescimento acelerado das pujantes nações do Sul e do Sudeste Asiático, além do Oriente Médio.

Aos que querem sair do Brasil por algum tempo, recomendo fortemente que pensem seriamente na Ásia como destino e no mandarim como segunda língua após o inglês, apesar do grande desafio que é aprendê-lo. Já tivemos os séculos do Mediterrâneo e do Atlântico. Agora estamos no século do Índico e do Pacífico, que cercam os lugares do mundo onde o desenvolvimento ocorre a olhos vistos, de forma impressionantemente acelerada.

Para quem pensa em viver na Ásia, recomendo especialmente Singapura, uma “joia rara” que oferece organização, segurança, beleza (“the city in a Garden”), infraestrutura, tecnologia e eficiência público-privada. Trata-se da cidade que hoje abriga a mais rica confluência de diferentes povos do Ocidente e do Oriente (“the Ocean in a drop”).

Em quatro anos, escrevi cerca de uma centena de colunas para a Folha sobre essa região e o Brasil. Nesses textos, enfatizei principalmente as oportunidades e os desafios do agronegócio, o setor mais internacionalizado da nossa economia e com crescente dependência pela Ásia e China. Trata-se de um casamento inevitável, sem opção de divórcio, cujas bases ainda estão atrapalhadas por dificuldades de distância, cultura, comunicação e modos de se relacionar e fazer negócios.

Mas chegou a minha hora de voltar ao Brasil e restituir uma parte do que aprendi para as novas gerações. No total, foram dez anos entre Europa, Estados Unidos e Ásia, sempre trabalhando com temas internacionais do agronegócio.

Assumi neste mês a posição de professor sênior de agronegócio global no Insper, com planos para apoiar a criação de um centro de estudos estratégicos e capacitação sobre esse tema nessa jovem e dinâmica instituição. Assumi também o ciclo 2019 da Cátedra Luiz de Queiróz em sistemas agropecuários integrados da Esalq-USP.

Despeço-me hoje desta coluna na Folha. Agradeço ao jornal por abrir essa janela de opinião e debate a partir do exterior, como parte da louvável política de manter um grupo diverso e competente de articulistas que sempre escreveram com total liberdade e estímulo.

Agradeço também à atenção e aos inúmeros retornos que recebi dos meus leitores. Certamente continuarei escrevendo artigos ocasionais para a Folha e outros veículos.

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