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17-Mai-2019 08:16 - Atualizado em 17/05/2019 08:31
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DESTAQUES - As oportunidades para todas as carnes na China

Resumo semanal das notícias dos portais Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial

Após reunião da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o administrador-geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng, o Brasil tem expectativa de 78 frigoríficos receberem autorização para exportar ao mercado chinês. Na reunião, em Pequim, ficou fechado que, dentro de uma semana, a equipe do Mapa irá encaminhar às autoridades chinesas informações finais sobre os estabelecimentos (de carnes bovina, suína e de aves), já que os formulários preenchidos pelas empresas estão sendo revisados.

Nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações do agronegócio somam US$ 30,42 bilhões, em alta de 0,2% em relação aos US$ 30,35 bilhões exportados no mesmo período de 2018. A oscilação positiva ocorreu em função da elevação do índice de quantum das exportações, que subiu 5,9%, enquanto o índice de preço cedeu 5,4%.

Nas duas primeiras semanas de maio as exportações de carne de frango já somam 144,3 mil toneladas enviadas ao exterior. Com sete dias úteis a média diária de embarque foi de 20,6mil toneladas, valor 38% maior que a média registrada em abril. Já em relação a maio de 2018 o crescimento de embarques diários foi de 37,6%, visto que a média do período era 15 mil toneladas.

E maio começou com bom desempenho nas exportações de carne suína in natura. Nestas duas primeiras semanas do mês o total embarcado foi de 22,8 mil toneladas, um montante de US$ 50,6 milhões. Com sete dia úteis a média diária ficou em 3,3 mil toneladas,  34% maior que a média para o mês de abril que foi de 2,4 mil toneladas diárias. Em comparação com maio de 2018 a média diária embarcada foi quase 67% maior, visto que naquele período eram enviados ao mercado externo 2,0 mil toneladas por dia.

De acordo com o relatório desse primeiro quadrimestre do Rabobank, as perdas  nos rebanhos de suínos da China devido a Peste Suína Africana (PSA) devem levar a um déficit de 16 milhões de toneladas de carne suína até o final de 2019. Até a China controlar a doença e ser capaz de reconstruir os plantéis será preciso olhar para outras fontes de proteína para atender as necessidades dos consumidores. A China precisará expandir sua produção de outras proteínas e aumentar as exportações num esforço para preencher as lacunas. Esta é uma oportunidade para as cooperativas brasileiras de aves e suínos.

E o IBGE divulgou seus dados trimestrais de pecuária nesta semana. Na avicultura, o abate de frangos caiu 2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018. Foram abatidos 1,45 bilhão de cabeças de frangos. O número representa um aumento de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 2,0% na comparação com o mesmo período de 2018.

Já a produção de ovos de galinha foi de 908,43 milhões de dúzias no 1º trimestre de 2019. O resultado representou retração de 3,0% em relação ao 4° trimestre de 2018. Por outro lado, o montante representa um aumento de 5,6% em comparação à produção do mesmo trimestre do ano anterior.

O abate de suínos, por sua vez, totalizou 11,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2019. O volume de animais abatidos, segundo o instituto, representa aumento de 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já na comparação com o mesmo período de 2018, houve um crescimento de 5,2%.

Redação AI/SI
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