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01-Fev-2019 09:44 - Atualizado em 01/02/2019 09:56
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DESTAQUES: Exportações em queda e apreensão com o autocontrole nos frigoríficos

Os portais da Avicultura Industrial e da Suinocultura Industrial resumem semanalmente as principais notícias do agronegócio brasileiro

De acordo com os dados divulgados Cepea, os preços de milho seguem registrando movimentos distintos entre regiões. Nas regiões produtoras, os valores têm recuado, pressionados pelo início da colheita e pela necessidade de espaço nos armazéns. Já as altas ocorrem geralmente nas praças consumidoras e são influenciadas por dificuldades logísticas e por incertezas quanto à produtividade das lavouras. 

Já os preços da soja, que vinham recuando desde o início do ano, passaram a subir nos últimos dias, impulsionados pela forte retração de produtores no mercado. Conforme os colaboradores do Cepea, esses agentes acreditam em novas valorizações da oleaginosa, fundamentados nas irregularidades climáticas na América do Sul. 

Na avicultura, as exportações de carne de frango somaram 215,9 mil toneladas  embarcadas na quarta semana  de janeiro. A média diária ficou em 12 mil toneladas, uma redução de 26% no comparativo com a média diária de dezembro e de 14% referente a janeiro de 2018. 

E o descredenciamento de 33 frigoríficos pela Arábia Saudita incluiu na lista a única empresa habilitada a exportar patos ao país. A Villa Germania Alimentos, com sede no município de Indaial, em Santa Catarina, era responsável pela exportação de 100% da carne de pato consumida pela Arábia Saudita. No ano passado, a empresa brasileira enviou 20% de toda a sua produção para o país. Isso corresponde a mais de 1.100 toneladas de carne de pato. 

A partir do mês de abril cada ovo produzido em Pernambuco deverá conter informação individual. A medida vai permitir a rastreabilidade de cada unidade, desde a procedência até a comercialização. Em nota, o governo de Pernambuco aponta que o estado sai na frente em um procedimento que é comum em países europeus, que é a rastreabilidade do ovo.  

As exportações de carne suína fecharam a quarta semana de janeiro com a 34,1 mil toneladas embarcadas, a média diária subiu 1,7 mil toneladas na terceira semana para 1,9 mil toneladas na quarta semana. Comparado com a média diária de dezembro  houve  queda de quase 21% e, comparado a janeiro de 2018 a queda foi de 13,7%.  

Já no mercado interno os preços do quilo do suíno vivo registraram queda nos principais estados, nesta semana. A maior retração de preço foi registrada em São Paulo. Neste caso, o quilo do suíno vivo passou de R$ 4,16 (no dia 11/01) para R$ 3,81 nesta semana, ou seja, preço 8,4% menor. 

A intenção da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, de implantar um sistema de autocontrole na inspeção dos frigoríficos é vista com apreensão pelo setor. Pela medida, caberia a cada empresa a responsabilidade pelo controle da qualidade dos seus alimentos. Para o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, a proposta é boa, mas pode ter reflexos negativos para as exportações brasileiras de carnes. 

E o Japão reportou um novo caso de  Peste Suína Clássica na província de Gifu. Este é o sétimo caso reportado na região. Desde 28 de janeiro foram testados 638 suínos e deste 105 estavam infectados com o vírus 

Redação AI/SI
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