Guia Gessulli
13-Mar-2019 09:00
Segurança Alimentar

Duas empresas americanas fazem recall de linguiças

Ambos possuem ingredientes que devem ser descritos nos rótulos por serem alérgenos

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar americano (FSIS na sigla em inglês) anunciou ontem recall de linguiças de duas empresas. Em ambos os casos o motivo é a presença de alérgenos não descritos ou descrito erroneamente nos rótulos dos produtos..

No primeiro caso, a empresa Carnivore Meat Company, LLC, está recolhendo aproximadamente 172 quilos de carne crua e linguiças suínas devido a presença de alérgenos não declarados. Os produtos contêm soja, um alérgeno conhecido, que não é declarado no rótulo do produto, informação obrigatória de acordo com a legislação do país.

No outro caso, e empresa North Country Smokehouse, está recolhendo aproximadamente uma tonelada de produtos de linguiça suína devido ao erro de identificação. Neste caso, O produto tem uma reivindicação sem glúten representada na frente do rótulo; no entanto, o produto contém glúten na forma de trigo. O trigo, que é um alérgeno, também está listado na lista de ingredientes do produto.

Os dois casos foram classificados com risco de classe II, situação de risco à saúde em que há uma probabilidade remota de consequências adversas para a saúde decorrentes do uso do produto. Nos Estados Unidos, de acordo com dados da Food Allergy Research & Education, a alergia alimentar é um problema de saúde pública e atinge mais de 15 milhões de americanos, dos quais nove milhões seriam adultos e seis milhões de crianças.

No Brasil uma resolução da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), obriga os fabricantes de alimentos a destacar em seus rótulos a presença ou risco da presença de dezessete substâncias: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas), crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite de todos os mamíferos, amêndoa, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, nozes, pecã, pistaches, pinoli, castanhas, além de látex natural. Esta resolução visa tutelar a população que tem alergia alimentar, estimada entre 6 e 8% das crianças e cerca de 2% da população adulta.

 

Caroline Mendes/Redação SI
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