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Embargo à carne suína é comercial

Para o secretário da Agricultura, os motivos do embargo são comerciais e não sanitários porque todas as exigências feitas já forma atendidas e os russos continuam fazendo pedidos.

Redação SI 10/01/2003 – O embargo da Rússia à carne suína produzida em Santa Catarina é um assunto comercial que está sendo tratado entre o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento. A afirmação é do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Amaury Dimarzio. A dificuldade é comercial. O embargo não está relacionado à sanidade do rebanho suíno de Santa Catarina, mas a questões de comércio, afirmou sem citar quais seriam esses problemas. A proibição de venda desse produto está causando prejuízos ao Brasil de US$ 50 milhões mensais.

A Rússia alega que há focos da doença de Aujesky no rebanho catarinense. Os comentários são que a Rússia suspendeu as importações de carne suína do Brasil em represália à elevação de tarifas brasileiras para compra de produtos russos. Segundo Dimarzio, logo após reunião entre o governo de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e o ministro Roberto Rodrigues, foi pedido à Câmara de Comércio Exterior (Camex) informações sobre o assunto.

Silveira pediu ao ministro que o governo brasileiro envie até o próximo dia 20 uma comissão técnica à Rússia para pedir a suspensão do embargo. Segundo o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelpa, que participou do encontro, os relatórios entregues ao Ministério da Agricultura, para serem repassados ao governo russo, explicam que até o dia 15 de janeiro serão abatidas 80 mil cabeças de suínos, o que reduziria a zero o rebanho infectado. Hoje, apenas 0,4% do rebanho está infectado e o secretário alega que o vírus não causa qualquer dano à saúde das pessoas.

Para o secretário da Agricultura, os motivos do embargo são comerciais e não sanitários porque todas as exigências feitas já forma atendidas e os russos continuam fazendo pedidos. Se não houver empenho e pressa do governo federal, será o caos, porque não vamos ter onde colocar 300 mil toneladas de carne suína que é produzida em um ano.