Guia Gessulli
Peste Suína Africana AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Suíno Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Assine a Revista Revista Digital Anuncie
Empresas

Ex-dirigente de ONG ambiental assume fundo da JBS pela Amazônia

Andrea Azevedo tem passagens pela Fundação Renova e IPAM Amazônia, atuou no caso do rompimento da barragem de Mariana (MG) e em pesquisas sobre desenvolvimento sustentável

Folha de S. Paulo
04-Jan-2021 10:19

A ambientalista Andrea Azevedo, que atua há mais de 20 anos com projetos voltados à políticas públicas ambientais, como agricultura de baixo carbono e implementação do Código Florestal, acaba de assumir a diretoria de sustentabilidade do fundo JBS Amazônia, da JBS, gigante da indústria de alimentos.

Em comunicado, a JBS afirma que a bióloga, que tem larga experiência em ações de sustentabilidade e meio ambiente, se une à empresa para apresentar o fundo a potenciais investidores e liderar futuros projetos. Até julho de 2019, Azevedo foi diretora da Fundação Renova, em Belo Horizonte — iniciativa criada em 2016 para executar programas de reparação e compensação de impactos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, na cidade de Mariana.

Antes, atuou durante sete anos como pesquisadora e diretora no IPAM Amazônia (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), organização científica, não-governamental e sem fins lucrativos estabelecida em Belém do Pará.

“Andrea terá um papel essencial na abordagem integrada de programas e projetos do fundo, assim como na comunicação e relacionamento com potenciais investidores, poder público e sociedade civil. É um orgulho ter uma mulher com um histórico profissional tão relevante em nosso time, em prol da preservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico da Amazônia”, disse em comunicado Joanita Maestri Karoleski, presidente do fundo.

A contratação vem na esteira de acusações feitas por ONGs, como a Global Witness, à empresa e a outros grandes frigoríficos sobre ações não sustentáveis, como a compra de gado em fazendas ilegais.