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Comercio Internacional

Grupos agrícolas europeus usam mídias sociais contra o acordo entre UE e Mercosul

Entidades temem prejuízos aos produtores locais em segmentos como carnes e açúcar

Valor
15-Fev-2021 09:22

Agora não são apenas os ambientalistas que fazem campanha aberta contra o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Os grupos agrícolas europeus estão saindo da toca de novo, e passaram a usar mídias sociais como Facebook e Youtube para detonar o acordo.

Ontem, a poderosa central agrícola Copa-Cogeca, a associação dos produtores de frangos (Avec) e a entidade que representa produtores de beterraba (Cibe) lançaram uma campanha com vídeo de seis minutos nas mídias sociais detalhando as razões pelas quais os 27 países membros e o Parlamento Europeu não deveriam aprovar o acordo com Brasil, Argentina,

No começo da semana, o Comitê Europeu de Fabricantes de Açúcar (CEPS, na sigla em inglês) e a Federação Europeia de Sindicatos nos setores de Alimentos, Agricultura e Turismo (EFFAT) já tinham pedido para as autoridades europeias não implementarem o acordo com o Mercosul.

Uma leitura possível da nova mobilização dos produtores europeus é que eles provavelmente veem chances de o acordo avançar nas instâncias europeias proximamente, com a articulação que Portugal, que ocupa a presidência rotativa da UE, vem tentando fazer.

No vídeo de seis minutos, Copa-Cogeca, Avec e Cibe apontam três razões pelas quais consideram o tratado inaceitável para os produtores europeus num momento em que dizem que Bruxelas precisa encontrar soluções para seus planos na área ambiental.

Em primeiro lugar, entendem que o acordo com o Mercosul é desequilibrado, beneficiando produtores de automóveis mas afetando duramente setores sensíveis da agricultura europeia. Dão o exemplo da carne bovina. Alegam que a Europa já importa 262 mil toneladas da carne originária do Mercosul, e que, com o tratado, virão mais 99 mil toneladas com tarifa menor. Isso tudo equivale a 1,2% da produção europeia, mas as três entidades reclamam que os países do Mercosul vão exportar sobretudo cortes de alta qualidade e abocanhar a maior parte do valor nesse comércio.

Os produtores europeus também se queixam do impacto acumulado dos acordos comerciais já assinados pela UE ou que ainda por vir. E, no caso do Mercosul, o vídeo dá o exemplo do setor de carne de frango: cada ano as importações originárias do Mercosul representarão as produções da Dinamarca, Finlândia e Suécia somadas.

As três entidades notam que, no geral, a UE importa 800 mil toneladas de carne de frango. E, com o acordo, serão 180 mil a mais pelo regime de cota (volume limitado, com tarifa menor). Em direção do consumidor, a mensagem é de que cada semana 6 milhões de frangos europeus vão ser substituídos por 6 milhões de frangos brasileiros.

A terceira razão para o ataque contra o acordo com o Mercosul é o que as entidades chamam de “duplo padrão”, mencionando o caso do açúcar. Alegam que os produtores europeus são submetidos a estritas regras de produção. Já pelo acordo com o Mercosul, a Europa vai importar açúcar e etanol que não respeitariam as normas europeias, segundo as entidades.

Exemplificam que o Brasil usa 27 herbicidas e inseticidas que são proibidos na Europa. Os brasileiros também utilizam GMO na produção de frango, algo que não é autorizado na Europa.

Jogando a pressão agora nas mídias sociais, os produtores europeus visivelmente esperam atrair mais apoio dos consumidores contra a aprovação do acordo.

 

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