Peste Suína Africana AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Suíno Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Agroindústrias

Na BRF, alta dos custos empurrou a meta de Ebitda em um ano

Pressão de margem faz companhia postergar em um ano a meta de atingir um Ebitda de R$ 10 bi

Redação com informações de Pipeline Valor
08-Dez-2021 08:58

Quando Lorival Luz chegou à BRF, em 2017, o clima na rua Hungria não era dos mais amistosos. O conselho de administração vivia às turras e os resultados iam de mal a pior. A história recente é relativamente conhecida, mas nem mesmo naquele inferno astral a dona de Sadia e Perdigão precisou lidar com um ambiente inflacionário tão adverso quanto foi 2021. Quem garante é o próprio CEO global da BRF.

A magnitude da alta dos custos de produção, que em alguns casos superou 50%, não estava no horizonte nem dos mais conservadores como o executivo mineiro. “Já viramos 2020 muito comprados em grãos, mas mesmo assim tivemos de fazer reajustes sequenciais para lidar com ao custos”, disse Luz.

Diante da escalada das matérias-primas, desde a ração às embalagens, a margem Ebitda naturalmente sofreu – caindo de 13% para11% –, ficando abaixo do que a companhia imaginava quando fez o orçamento de 2021. O copo meio cheio, e que será explorado no BRF Day de amanhã, é o impacto positivo da melhor gestão de custos.

Nos últimos anos, a diferença de custos de produção da BRF ante as concorrentes aumentou, em benefício da dona da Sadia, que vem entregando um CPV bem mais comportado que a média do setor, -o que se traduz em Ebitda.

A BRF fez um Ebitda de R$ 5,5 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em setembro, número que seria sensivelmente menor se a trajetória dos custos de produção seguisse à média do mercado. Em uma extrapolação, a companhia perderia R$ 2 bilhões no resultado operacional, o que faria com o que o Ebitda ficasse abaixo de R$ 3 bilhões, em nível parecido ao ciclo de 2016-2018.

Num ambiente menos hostil do que o atual, a reestruturação da BRF nos últimos anos pode ter como legado uma companhia bem mais rentável no futuro – num mundo de custos menos instáveis, o Ebitda potencial da empresa já seria de R$ 7 bilhões, com as margens mais próximas de 15%.

Por ora, a disparada dos custos provocou uma revisão nas projeções de longo prazo. Ao invés de chegar a um Ebitda de R$ 10 bilhões em 2023, como projetou durante o BRF Day do último ano, a dona da Sadia levará mais um ano para chegar a esse objetivo, portanto, em 2024. A meta é chegar a uma receita de R$ 65 bilhões daqui a três anos, ante cerca de R$ 50 bilhões este ano.

A adequação do passo é também um sinal de que a BRF usará o tempo para dosar a velocidade de investimentos, com vistas a preservar o índice de alavancagem abaixo do limite prudencial de 3 vezes (teto ultrapassado no terceiro trimestre). Num momento de aperto monetário no Brasil, o alto nível do endividamento tem sido a grande fonte de preocupação para os analistas.

“É compreensível que os analistas fiquem preocupados com o custo caixa dos juros”, reconhece Carlos Moura, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da BRF. A companhia detém um colchão de liquidez de R$ 7 bilhões em caixa e um prazo médio de vencimento das dívidas de mais de 9 anos. Além disso, vem conseguindo monetizar mais impostos – cerca de R$ 1 bilhão apenas em 2021, o que alivia o fluxo de caixa.

Na leitura do CEO da BRF, a maior parte do aumento de custos já ficou para trás, e o grupo conseguiu fazer os reajustes – o que deve se traduzir em margens mais gordas em 2022. No mercado, analistas começam a convergir para esse cenário. Ontem, o Santander revisou sua tese para a BRF, recomendando compra da ação prevendo margens melhores. O preço-alvo do banco para o papel é de R$ 25, upside de 22% sobre a atual cotação.

Em bolsa, a BRF está avaliada em R$ 16,6 bilhões. O papel acumula queda de 7,3% em 2021.

 

Assuntos do Momento

Colheita de soja na Argentina alcança 64,9% da área apta; de milho atinge 25,8%
13 de Maio de 2022
América Latina

Colheita de soja na Argentina alcança 64,9% da área apta; de milho atinge 25,8%

O rendimento médio nacional está em 3.010 quilos por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 42 milhões de toneladas. 

Com a chegada da frente fria, valor do milho sobe e deixa produtores em alerta no Brasil
16 de Maio de 2022
Insumos

Com a chegada da frente fria, valor do milho sobe e deixa produtores em alerta no Brasil

Os valores do milho voltaram a subir na semana passada, interrompendo, portanto, o movimento de queda diária consecutiva que vinha sendo verificado desde o encerramento de abril

Estimativa da Anec para exportação de soja em maio aumenta para 11,4 mi de toneladas e de milho para 1,2 mi de toneladas
18 de Maio de 2022
Insumos

Estimativa da Anec para exportação de soja em maio aumenta para 11,4 mi de toneladas e de milho para 1,2 mi de toneladas

A previsão é de que sejam enviados 11,483 milhões de toneladas de soja em grãos, ante as 10,615 milhões de toneladas projetadas na semana passada. 

Exportação da soja paraense cresce 124%; alimentação de suínos na China é principal destino
17 de Maio de 2022
Exportações

Exportação da soja paraense cresce 124%; alimentação de suínos na China é principal destino

Percentual de crescimento é um comparativo do período de janeiro abril de 2022 ao mesmo quadrimestre do ano passado

Valorização do dólar aumenta preço da soja no Brasil
16 de Maio de 2022
Insumos

Valorização do dólar aumenta preço da soja no Brasil

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização do dólar frente ao Real atraiu importadores para o Brasil, resultando em aumentos no prêmio de exportação e nos preços domésticos da soja

BRF lança projeto piloto para reaproveitamento de resíduos em filiais de grãos
12 de Maio de 2022
ESG

BRF lança projeto piloto para reaproveitamento de resíduos em filiais de grãos

Iniciativa está em sintonia com a agenda ESG da Companhia e com seu compromisso de gestão sustentável da cadeia

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade