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Biosseguridade

O eterno controle de roedores em galpões de suínos

Por Paulo Lersch – Técnico agropecuário, especialista em suinocultura, e hoje consultor técnico-comercial da MS Schippers Brasil no Paraná.

Paulo Lersch

Técnico agropecuário, especialista em suinocultura, e hoje consultor técnico-comercial da MS Schippers Brasil no Paraná.

01-Mar-2021 08:40 - Atualizado em 01/03/2021 08:59

Quando falamos de biosseguridade, o controle de pragas é um dos maiores desafios a nível de granja. Como medidas corretivas, a implementação de barreiras físicas, armadilhas, e o controle químico com raticidas e inseticidas são totalmente complementares, devendo ser realizados de forma frequente e auditada. O maior obstáculo do controle de pragas efetivo na suinocultura pode ser resumido em uma única palavra: consistência. 

Implementar um programa de controle de roedores é relativamente simples, e existem muitas empresas qualificadas nesse ramo. O maior problema, no entanto, é manter essa roda girando ao longo dos meses, depois que a infestação inicial já foi controlada. Na maioria das granjas, quando se tem um desafio alto de roedores, por exemplo, o controle é feito nos primeiros meses, e após algum tempo ocorrem novas infestações. Isso porque o trabalho de controle de roedores demanda tempo, consistência, e atenção, mesmo (e talvez principalmente), quando a infestação inicial já baixou. 

De modo geral, os organismos vivos necessitam de três fatores para sobreviver, conhecidos também como os 3 A’s: água, alimento e abrigo. Assim sendo, para controlar qualquer praga é preciso reduzir a disponibilidade desses fatores como resíduos de alimentos, fontes de água parada, aberturas nas paredes e pisos dos galpões, e depósitos de lixo em local aberto. Isso deve ser feito constantemente, para a vida toda de uma granja. Jamais se pode pensar sobre controle de pragas como algo feito uma vez ao ano quando surge uma infestação. 

De forma a ilustrar a realidade com a qual convivemos, segue um exemplo: um casal de ratos de telhado pode gerar até 13 mil descendentes no período de um ano. Se um único casal desses persistir na propriedade, ainda que escondido, as chances de estarem se alimentando dentro dos galpões é muito grande, e uma reinfestação estará sempre na iminência de ocorrer. Além de serem disseminadores de doenças, os roedores danificam as instalações e podem consumir toneladas de ração, causando enormes prejuízos na produção.

Reforço novamente que consistência (na renovação das iscas e auditoria dos pontos de iscagem) é a palavra-chave, sendo fundamental para a manutenção de uma baixa infestação no longo prazo, com menos impacto na saúde e desempenho dos animais.

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