Guia Gessulli
Peste Suína Africana AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Suíno Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Insumos

Os preços do milho seguiram avançando em julho

O movimento de alta foi sustentado pela retração de produtores em pleno período de colheita do milho segunda safra

Redação com informações de Cepea/ESALQ
04-Ago-2021 16:40

Em julho, os preços do milho seguiram avançando em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. O Indicador ESALQ/BMF&Bovespa, referente a região de Campinas (SP), chegou a somar 11 dias de elevações consecutivas e voltou aos patamares de maio deste ano. O movimento de alta foi sustentado pela retração de produtores em pleno período de colheita do milho segunda safra.

No acumulado do mês (entre 30 de junho e 30 de julho), o aumento foi de 13,2%, com o Indicador encerrando o mês a R$ 101,40/saca de 60 kg. A média mensal foi de R$ 97,48/sc, sendo 5,9% superior à de junho. Na média das praças consultadas pelo Cepea, as valorizações no acumulado do mês foram ainda mais expressivas: de 18,9% no mercado de lotes (negociação entre empresas) e de 17% no de balcão (preço recebido pelo produtor).

Dados oficiais e relatos de agentes já indicam redução considerável na produção neste segundo semestre. Em relatório divulgado em julho, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) confirmou a queda na produção de milho segunda safra 2020/21, de 10,8% frente à temporada passada, agora estimada em 66,9 milhões de toneladas – 2,98 milhões a menos que o estimado no relatório de junho.

Esse resultado se deve à queda na produtividade das lavouras, estimada para ser 17,5% inferior à da temporada passada na média nacional. A forte redução na produtividade da segunda safra reflete a crise hídrica na maior parte das regiões produtoras e as recentes geadas no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Especificamente no Paraná, o levantamento da Seab/Deral divulgado na última semana de julho indica expressiva baixa de 58% na produção em relação à expectativa inicial (de 14,6 milhões de toneladas), passando para 6,1 milhões de toneladas, praticamente a metade do volume produzido no estado em 2019/20. Essa redução é indicada pelo órgão como a maior da história, o que pode diminuir as exportações e elevar as importações no estado. Em Mato Grosso, os dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) indicam queda na produtividade, passando de 106,29 sacas/hectare em janeiro para 93,8 sc/ha em julho, o que deve resultar em produção de 32 milhões de toneladas, redução de 4 milhões de toneladas em relação à expectativa inicial e de praticamente 3 milhões de toneladas na comparação com o ano anterior.

Com o consumo se mantendo em 71,3 milhões de toneladas, as exportações mantidas em 29,5 milhões e as importações, em 2,3 milhões de toneladas, ao final da temporada, os estoques passam a ser estimados em 5,46 milhões de toneladas (o menor volume desde a safra 2015/16), 48,4% abaixo da temporada passada.

Diante da diminuição considerável na produção nacional, alguns consumidores aumentaram as aquisições de milho de outros países do Mercosul. Segundo dados da Secex, em 22 dias úteis de julho, chegaram aos portos brasileiros 144,31 mil toneladas de milho, o triplo (alta de 225%) do volume recebido em julho de 2020, com a Argentina e o Paraguai sendo os principais fornecedores do Brasil.

Já as novas negociações para exportação seguem travadas, tendo em vista que os preços nos portos estiveram muito abaixo dos praticados no mercado interno. No entanto, as embarcações de lotes comercializados previamente devem ganhar ritmo com o avanço da colheita. Por enquanto, a Conab indica que serão embarcadas 29,5 milhões de toneladas, mas esse volume pode ser reajustado negativamente, pois a quebra na produção brasileira e os preços internos mais altos podem fazer com que exportadores destinem os lotes ao mercado nacional.

Segundo a Secex, as exportações de milho somaram 1,98 milhão de toneladas. Quanto aos preços no porto de Paranaguá (PR), avançaram apenas 1,7% no acumulado do mês, fechando em R$ 77,15/saca de 60 kg no dia 30.

Nesse cenário de menor disponibilidade de milho, os contratos do cereal na B3 reagiram. No acumulado do mês, os contratos Set/21 e Nov/21 se valorizaram 8,6% e 7,4%, indo para R$ 99,38/sc e R$ 99,61/sc, respectivamente, no dia 30.

COLHEITA
No Paraná, a Seab/Deral estima que 10% da área total do estado já havia sido colhida até dia 2 de agosto. Em Mato Grosso, o Imea indica que 84,19% da área havia sido colhida até o dia 30 de julho. Em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, a Conab relatou que, até o dia 30, os trabalhos de campo somavam 15%, 52% e 34%, respectivamente, das áreas.

INTERNACIONAL
Na Bolsa de Chicago (CME Group), o clima favorável no início de julho nos Estados Unidos pressionou as cotações do cereal no período. Com o avanço do mês, contudo, a expectativa de clima quente e seco – que pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e limitar o potencial produtivo – elevou os futuros. No acumulado de julho, os contratos Set/21 e Dez/21 se desvalorizaram 8,72% e 7,35%, fechando a US$ 5,47/bushel (US$ 215,34/t) e a US$ 5,4525/bushel (US$ 214,65/t), respectivamente, no dia 30.

Segundo relatório do USDA, até o dia 1° de agosto, as lavouras consideradas boas ou excelentes correspondiam por 62% da área, 10 p.p. abaixo do registrado no mesmo período de 2020. Na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que, até o dia 29, a colheita havia alcançado 81,4% da área estimada.

Assuntos do Momento

Haiti registra mais um caso de Peste Suína Africana nas Américas
21 de Setembro de 2021
Ocorrência Sanitária

Haiti registra mais um caso de Peste Suína Africana nas Américas

A ocorrência foi confirmada ontem (20/09) pela OIE; é o segundo caso da enfermidade na América Latina, o que acende um alerta ainda maior em toda a suinocultura da região

Preço do suíno vivo sobe em vários estados
20 de Setembro de 2021
Análise de Mercado

Preço do suíno vivo sobe em vários estados

Após um começo de mês nada animador para o segmento, a última semana registrou novos aumentos em várias praças. Valor poderia ser maior, mas baixo poder aquisitivo da população segue impedindo.

Situação é preocupante na suinocultura com custos superando preço do animal vivo
16 de Setembro de 2021
Custos

Situação é preocupante na suinocultura com custos superando preço do animal vivo

Quadro afeta especialmente os produtores independentes, que têm menos poder de fogo nas negociações de grãos para ração

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem
20 de Setembro de 2021
Insumos

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem

De acordo com colaboradores do Cepea, a liquidez segue baixa, com muitos compradores ausentes do mercado – esses agentes sinalizam ter estoques, pelo menos para curto prazo, e estão à espera de novas desvalorizações

20 de Setembro de 2021
EUA

Nos EUA, deputados democratas pedem recursos para prevenir peste suína africana

Grupo de deputados pediu US$ 75 milhões em recursos para que autoridades de saúde animal previnam e se preparem para um possível surto de PSA no país

Competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em 9 anos
17 de Setembro de 2021
Mercado

Competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em 9 anos

Levantamento do Cepea mostra que, na média deste mês (até o dia 15), a diferença entre a carcaça especial suína, também comercializada na Grande São Paulo, e o frango inteiro é de apenas 1,19 Reais/kg

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade