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Mercado Interno

Preço da leitoa tem alta de até 30% e pode subir mais até o Natal em Ribeirão Preto

Falta de criadores na região também fez o valor subir, segundo açougueiros

Preço da leitoa tem alta de até 30% e pode subir mais até o Natal em Ribeirão Preto

A ceia de Natal ficará mais cara este ano para os moradores de Ribeirão Preto (SP), uma das maiores cidades paulistas, com quase 700 mil habitantes, já que o preço do quilo da leitoa subiu devido à alta do custo dos insumos utilizados na criação do animal e à falta de criadores nas cidades da região.

Em um açougue de Dumont (SP), o valor subiu 16% em dezembro. O quilo, antes vendido a R$ 36,50, subiu para R$ 42,50. A alta já deixa os consumidores infelizes, e o preço deve continuar a subir, segundo o dono do açougue, Álvaro Veronez.

“Quando o estoque de quem tem leitoa for diminuindo, com certeza o pessoal vai repassar, porque nós não temos mais leitoas no mercado pra comprar. Acredito que deva subir mais uns 10, 15% até o final do ano”, prevê Veronez.

Em outros locais, a alta já chega a 30% em comparação com dezembro de 2019. O quilo está sendo vendido a R$ 50 e pode chegar a R$ 60. A explicação está no campo, segundo o comerciante Flávio Rodrigues.

“Três meses atrás, a saca de milho estava na faixa de R$ 30. Hoje, está R$ 85. A tonelada de soja estava mil reais e, hoje, está R$ 3,5 mil, então é natural que o produto final seja repassado com este aumento ao cliente”, diz Rodrigues.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), aponta que de 2019 para 2020 o preço da soja subiu 80%, e o do milho, 62%.

Outra explicação para o aumento, segundo o açougueiro de Dumont, é a falta de criadores de suínos na região. Antes, era comum encontrá-los, mas, com o passar dos anos, a oferta diminuiu devido ao custo de produção.

“O pessoal vinha trabalhando com prejuízo. Este ano, teve outro probleminha: quem tem leitoa não está vendendo porque prefere deixar os animais engordarem para vender para abate, ao invés de vender a leitoa pequenininha”, diz Veronez.