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04-Fev-2019 11:39
Estudo

Produção mundial de rações registrou aumento de 3%, revela Alltech Global Feed Survey

Os 8 principais países produtores respondem por 55% da produção. Brasil continua sendo o líder na América Latina e o terceiro globalmente

A pesquisa Alltech Global Feed Survey 2019, divulgada na última semana, estima que a produção mundial de rações apresentou aumento de 3%, alcançando 1.103 bilhão de toneladas em 2018 e superando novamente a marca de 1 bilhão de toneladas. A oitava edição da pesquisa, feita anualmente, inclui dados de 144 países e de quase 30 mil fábricas de rações. A indústria de rações registrou crescimento de 14,6% nos últimos cinco anos, o que equivale a uma média de 2,76% ao ano. O estudo revelou ainda que à medida que a população cresce, cresce também a classe média, refletindo em um aumento no consumo de proteína.

Os oito principais países produtores são China, EUA, Brasil, Rússia, Índia, México, Espanha e Turquia. Juntos, eles são responsáveis por  55% da produção mundial de rações, abrigam 59% das fábricas de rações e podem ser vistos como um indicador de tendências na agricultura. O crescimento dominante veio dos setores de poedeiras, frangos de corte e bovinos de leite.

"A Alltech trabalha em conjunto com fábricas de rações, indústrias e entidades governamentais em todo o mundo para colher dados e informações para fornecer uma avaliação da produção de rações a cada ano", afirma o  presidente e diretor executivo da Alltech, Dr. Mark Lyons. “Estamos orgulhosos em apresentar a 8° AlltechGlobal Feed Survey e compartilhar publicamente os resultados desta pesquisa que demonstra a importância da indústria de ração animal e nossos esforços para prover um planeta de abundância".

A Alltech Global Feed Survey avalia a produção de rações e preços por meio de informações coletadas pela equipe global de vendas da Alltech em parceria com associações locais de rações no último trimestre de 2018. É uma estimativa e destina-se a servir como um recurso de informação para gestores públicos, fabricantes e parceiros do setor.

Resultados regionais da Alltech Global Feed Survey 2019

América Latina: esteve relativamente estagnada no ano de 2018. Regionalmente, o Brasil permaneceu como líder na produção de rações e, globalmente, ficou em terceiro lugar. Brasil, México e Argentina continuam produzindo grande parte das rações na América Latina, representando 76% da região. O Brasil permaneceu estável, enquanto México e Argentina registraram crescimento de 1% e 4%, respectivamente. A produção na Colômbia aumentou aproximadamente 8%, devido principalmente ao aumento na produção de carne de porco e ovos. Vários países sofreram queda na produção, como Venezuela (-27%), El Salvador (-16%) e Chile (-8%).

América do Norte: registrou crescimento estável de 2% em relação ao ano passado devido ao aumento das principais espécies, com bovino de corte e frango liderando o aumento de 3% cada. Os EUA continuaram sendo o segundo maior produtor de rações do mundo, atrás apenas da China. Os preços das rações na América do Norte são os mais baixos em todo o mundo, e com a disponibilidade de terra, água e outros recursos, a região deve continuar sendo a principal contribuinte para o setor.

Europa: registrou um crescimento de cerca de 4% em relação ao ano passado, tornando-se a segunda região com o crescimento mais rápido, resultante da poedeiras (7%), frangos de corte (5%), aquicultura (5%), bovinos de leite (4%) e suínos (3%). A produção de bovinos de corte foi a única proteína a diminuir, embora a queda seja inferior a 1%.

Grande parte do crescimento da região pode ser atribuída a países menores, como Turcomenistão, Macedónia, Azerbaijão, Montenegro, Cazaquistão e Uzbequistão, que viram aumentos nas estimativas gerais de produção em 20% ou mais. Além disso, países com maior produção, como Rússia, Espanha e Turquia, registraram fortes crescimentos nas estimativas de produção de rações, o que contribuiu para o crescimento geral.

Ásia-Pacífico: abriga vários dos 10 principais países produtores de ração, incluindo China, Índia e Japão, e responde por mais de 36% da produção global. A China manteve o status de principal país produtor de rações no mundo, com 187,89 milhões de toneladas, 10 milhões de toneladas a mais do que os EUA. O aumento da produção da Índia, de 13% foi devido ao crescimento das rações parabovinos de leite, poedeiras e frangos de corte.

Outros países que demonstraram maior variação no crescimento foram Paquistão, Mianmar e Laos. A produção de rações no sudeste asiático representou mais de 20% da produção de rações da região da Ásia-Pacífico, com Indonésia, Vietnã, Filipinas e Tailândia contribuindo com 93% da produção.

África: o continente africano continuou com forte crescimento, com aumento de 5% na produção total de rações, e sem nenhum país da região sofrendo queda. Marrocos demonstrou forte crescimento na produção de bovinos de leite, de corte, poedeiras, frangos de corte e perus. As áreas que diminuíram a produção de rações foram equinos (-4%) e pets (-14%). Estas duas áreas representam uma proporção muito pequena da produção global da África, por isso, o impacto é pequeno. As espécies que mais contribuíram para o crescimento geral da região foram ruminantes e aves.

Resultados por espécie

Poedeiras: na indústria avícola, as principais áreas de crescimento para as rações incluem Europa, América Latina e Ásia-Pacífico. Na Europa, Polônia e Uzbequistão, cada um teve um crescimento de cerca de 200.000 toneladas. A América Latina teve aumentos na Colômbia, Peru, Brasil e México. Na região Ásia-Pacífico, a Coreia do Sul, a Índia e a Indonésia registraram um crescimento de centenas de toneladas. A América do Norte registrou um crescimento geral de 2%, onde, EUA e Canadá tiveram aumento na produção. A África sofreu uma pequena diminuição na produção de poedeiras devido a quedas no Egito e em Seychelles.

Frangos de corte: globalmente, a produção de ração para frangos de corte aumentou cerca de 3% em 2018. Houve crescimento em todas as regiões, com exceção da América Latina, na qual foi observado uma pequena queda. A África apresentou um crescimento de 9%, demonstrando uma tendência geral de que, à medida que as populações crescem e se tornam mais ricas, o interesse em proteína - principalmente de frango – também aumentam.

Suínos: a produção de rações para suínos registrou um aumento de quase 1% em 2018. A principal região produtora foi a Ásia-Pacífico, apesar de ter apresentado queda na produção. Mongólia, Vietnã, China, Nova Zelândia e Japão também sofreram reduções. Do ponto de vista de capacidade de produção, a Europa apontou o maior crescimento alcançando a marca de aproximadamente 2,2 milhões de toneladas. A Rússia e a Espanha foram as responsáveis pelo crescimento, mas Finlândia, Dinamarca, França e Polônia também contribuíram. A América Latina registrou o maior crescimento, de 5%, na produção de rações para suínos, com o maior crescimento observado no México e na Argentina.

Bovinos de leite: a produção mundial de rações para bovinos de leite registrou crescimento na América do Norte, Europa e África, enquanto a América Latina permaneceu estável. A Europa, líder global na produção de bovinos de leite, cresceu em média cerca de 4%. O maior aumento foi na Turquia, com 10%, enquanto a Irlanda, a Rússia e o Reino Unido também contribuíram para o crescimento da região. O crescimento na África deve-se principalmente a um aumento significativo no Marrocos e na Nigéria.

Bovinos de corte: sempre liderou produção de rações para bovinos e continuou a crescer com aumento de 3% em 2018. A Europa registrou uma pequena queda, de apenas 1%, e permaneceu em segundo lugar. A América Latina registrou um forte crescimento de aproximadamente 8%, com México e a Argentina como principais contribuintes. Como resultado, a região da América Latina ficou em terceiro lugar na produção de rações para bovinos, superando a região da Ásia-Pacífico. Tanto a China quanto a Austrália tiveram crescimento, mas não conseguiram compensar o declínio geral em países como Bangladesh, Mongólia, Indonésia, Taiwan, Vietnã e Paquistão.

Aquicultura: no geral, a produção de rações para aquicultura apresentaram um crescimento de 4% em relação ao ano passado. Isto deve-se principalmente a um forte aumento nas regiões da Ásia-Pacífico e Europa. Os líderes tradicionais da Ásia-Pacífico em aquicultura - Vietnã, Índia e Indonésia - juntos somam um adicional de 1,58 milhão de toneladas de ração na região. A China, líder da região, também apresentou um aumento de 1% em relação ao ano passado. Os principais líderes europeus ou apresentaram um forte crescimento ou permaneceram relativamente baixos. Os países que mostraram crescimento foram Noruega e Turquia, ambas com 7%, e Espanha com 31%. As outras regiões se mantiveram estáveis ou registraram apenas um aumento ou redução de 1% na produção de rações, demonstrando a continuidade da indústria como um todo.

Pets: o setor de rações para animais de estimação registrou um crescimento de aproximadamente 1%, sendo atribuído principalmente a um aumento na região Ásia-Pacífico, que foi compensado por uma diminuição nas regiões da América Latina e África. A América do Norte e o Oriente Médio permaneceram relativamente estáveis. Em pesquisas anteriores, a Europa tinha sido a região de maior produção de rações para animais de companhia, mas após uma reavaliação dos números de 2017 e apesar do crescimento de 2%, ficou um pouco atrás da América do Norte.

Estima-se que em 2018 a Europa tenha produzido 8,6 milhões de toneladas no total, aproximadamente 200 mil a menos que a América do Norte. A África registrou uma pequena diminuição na produção, mas o volume real é pequeno em comparação com as outras regiões. A América Latina apresentou uma queda de cerca de 5%, que se espalhou por vários países, incluindo Chile, Venezuela, El Salvador, Colômbia, Argentina e Equador.

Para acessar os dados e insights do Alltech Global Feed Survey 2019, incluindo e-book com principais resultados, mapa global interativo e a apresentação com resultados gravada em vídeo pelo presidente e CEO da Alltech, Dr. Mark Lyons, visite alltechfeedsurvey.com.

Redação AI/SI
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