09-Mar-2018 13:28 - Atualizado em 09/03/2018 15:40
Aves e Suínos

Produtores do ES otimistas com a próxima safra de milho do MT

, Reprodução/Coopeavi
.Reprodução/Coopeavi
Uma comitiva formada por 14 capixabas, entre avicultores e suinocultores, participou, nos dias 21 a 24 de fevereiro, de uma viagem técnica ao Mato Grosso, no Centro-oeste brasileiro. O objetivo foi conhecer a produção de milho, principal insumo dos setores de avicultura, suinocultura e proteína animal no Espírito Santo.

O grupo voltou otimista, pois a expectativa da “safrinha”, como é chamada a segunda safra de milho, promete ser boa, apesar da estimativa de produtividade menor. Segundo os especialistas, a produção total em Mato Grosso deve ficar em torno de 26 milhões de toneladas este ano.

A missão técnica foi organizada pelas associações de Avicultores e de Suinocultores do Espírito Santo (Ases/Aves) e contou com apoio da Corretora Nacional de Mercadorias, além da presença do comprador especialista da Coopeavi, Vilson Ninke.

No dia 23, a comitiva visitou uma indústria de etanol de milho, em Sorriso; participou de reuniões com representantes de armazéns, empresas e da cooperativa Cooavil, todas integrantes da cadeia do milho, além de conferir as tendências de preço.

O Mato Grosso está encerrando a colheita da soja de verão e iniciando o plantio da segunda safra de milho. “Constatamos que a ‘safrinha’ tem mais de 90% do plantio pronto. As chuvas estão caindo na medida certa para os plantios se desenvolverem e os produtores atingirem a safra prevista”, ressalta o diretor-executivo da Aves/Ases, Nélio Hand.

Vilson Ninke (Coopeavi) destaca a importância de estreitar relações com o Estado fornecedor de milho. “Durante a viagem, pudemos conhecer um pouco da realidade das fazendas, do plantio até a colheita. O clima está favorável, ajudando a semear a ‘safrinha’ para o meio do ano”, diz o comprador.

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Confiança

O diretor-executivo da Aves/Ases, Nélio Hand, ressalta que o Espírito Santo é um dos poucos Estados a promover a integração entre consumidor e fornecedor de milho. Para ele, a aproximação gera mais confiabilidade nos processos de comercialização e sinaliza interesse do Mato Grosso de manter o abastecimento futuro.

“O setor local tem que dar atenção ao Mato Grosso, pois aquele Estado tem muito interesse em continuar nos abastecendo. Já existem trabalhos em vista no sentido de o agricultor plantar já com a certeza de que compradores vão adquirir o produto”, afirma Hand.

Segundo o líder da comitiva, com essa negociação estabelecida junto aos fornecedores, o produtor de milho vai conseguir, a médio prazo, equilibrar mais os custos em relação ao insumo.

Outra vantagem no plantio do grão com destinação certa é evitar a concorrência com a indústria de etanol do milho. De acordo com Nélio Hand, só na região de Sorriso são três fábricas prestes a entrarem em funcionamento, com perspectiva da abertura de outras duas. “É possível essas indústrias serem concorrentes futuramente. Nós precisamos também assegurar nosso abastecimento de milho”, avalia.

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Recepção

O grupo capixaba também percorreu fazendas, conheceu o complexo da fazenda Paraguaçu, em Boa Esperança, e foi recepcionado pelo presidente da Câmara Municipal de Sorriso, Fábio Gavasso e outros vereadores. Conhecido como "Capital Nacional do Agronegócio", o município mato-grossense mantém uma sólida parceria no fornecimento de milho para o Espírito Santo.

“É bom conhecermos o caminho da nossa produção e ouvir o quão é importante nossa matéria-prima para a alimentação da cadeia de avicultura e suinocultura capixaba. Isso nos fortalece a realizar mais ações para o crescimento de nossa agricultura”, disse Gavasso.

Ascom
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