Guia Gessulli
26-Jul-2016 09:26 - Atualizado em 26/07/2016 10:41
Bolsa Suínos MG e SP

Suinocultores aguardam redução de oferta e recuperação de preços

Prevendo uma diminuição da oferta em curto prazo, as principais praças suinícolas esperam para os próximos dias uma melhora também no consumo para o equilíbrio dos preços e redução de prejuízo. Com discussões calorosas, a Bolsa de Suínos de São Paulo fechou nesta segunda-feira (25/07) com recuperação, registrando o preço referência em R$ 68 a R$ 70/@, sugerindo o valor de R$ 3,63 a R$ 3,73/kg do animal vivo. No mercado mineiro, após uma intensa negociação, frigoríficos e suinocultores mantiveram o valor de R$ 4 Kg/Vivo ou R$ 75/@.

Acompanhe o gráfico com a Análise de Mercado dos demais Estados: 

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Releases Empresas

Minas Gerais

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“O nosso preço ficou inalterado devido a influência externa”, Antônio Ferraz.
Em reunião realizada ontem, representantes de frigoríficos e dos suinocultores discutiram o valor de comercialização do quilo do suíno vivo. Após algum tempo de negociação a Bolsa de Suínos de Minas Gerias manteve a sugestão de R$ 4 para comercialização do quilo do animal vivo. Antônio Ferraz, presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de MG, ressaltou que a manutenção do preço diz respeito a oferta no estado. “O nosso preço ficou inalterado devido a influência externa”, relata. Para Ferraz, dentro de um curto prazo haverá falta de animais. “A tendência é o consumo aumentar na próxima semana, início do mês, e seguramente haverá uma recuperação”, aponta

Na próxima segunda-feira (01/08) a ASEMG realizará mais uma edição do projeto 1ª2ª Especial, que discutirá os seguintes temas: Gestão Estratégica da Nutrição para as Fases de Recria e Terminação Frente a Atual Situação da Suinocultura e Quais Fatores Devem Ser Avaliados Para a Compra de Grãos Frente à Instabilidade de Mercado? Após as palestras ocorrerá a reunião de Bolsa seguida de uma confraternização à base de carne suína..

São Paulo

Mesmo com uma calorosa reunião, os suinocultores paulistas conseguiram uma recuperação no preço de referência, registrando a R$ 68 - R$ 70/@, sugerindo o valor de R$ 3,63 a R$ 3,73/kg do animal vivo. “Essa nova referência foi baseada na tendência de uma redução de animai vivos, um equilíbrio maior na demanda e, principalmente, por parte dos frigoríficos que conseguiram algum repasse em termos de animais abatidos em torno de R$ 0,10 a R$ 0,15 para essa semana”, conta Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suinos (APCS).

Segundo Ferreira, apesar de ser uma semana de fim de mês, o setor está conseguindo realinhar novos patamares para que se consiga o mais rápido atingir valores que possam  ao menos, cobrir o custo de produção.  “Em função da oferta que ocorreu nos últimos meses, principalmente de animai leves, prontos e matrizes, o mercado, em algum momento, vai enxugar, vai criar-se um buraco. Na minha visão estamos muito próximos disso”, diz. Entretanto, a formação de preço não depende só da restrição da oferta: “precisamos também melhorar nossa demanda em termos de consumo. Infelizmente, o mercado de bovino também realizou alguma retração no consumo e isso pode atrapalhar um pouco nosso setor, mas em termos de redução de oferta é questão de tempo e um tempo muito curto”, concluí.

Ferreira Júnior comenta sobre o fechamento da Bolsa em São Paulo. Assista:

 

Redação Suinocultura Industrial / Fernanda Oliva
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